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Brasília

Ainda fechado, RU aguarda avaliação técnica

Arquivo Geral

04/05/2012 19h31

O RU só deve abrir as portas novamente no final da próxima semana, segundo previsão do engenheiro do Centro de Manutenção de Equipamentos da Universidade de Brasília (CME) Roberto de Sousa. De acordo com ele, na segunda-feira, uma equipe de técnicos vai avaliar a estrutura interna dos seis panelões mais antigos, por meio de testes de ultrassom. “A vistoria é uma exigência da empresa fabricante de peças, que fica em Uberlândia, Minas Gerais”, explicou Roberto.

 

Das oito panelas do RU, seis têm de 10 a 20 anos de uso. “Quando bem conservadas, elas duram de 50 a 60 anos”, disse o engenheiro. Segundo Roberto, os outros dois panelões têm apenas dois anos de uso e não precisam de troca de peças. Na última segunda-feira o CME informou a representantes do Decanato de Assuntos Comunitários (DAC) e RU que uma lista de detalhamento foi encaminhada para duas fabricantes. Apenas uma delas enviou a proposta de orçamento até agora. “Acredito que os dois orçamentos serão encaminhados ao DAC até o início da semana que vem. Uma vez adquiridas as peças, serão necessários de dois a três dias para instalá-las”, disse. 

 

A substituição do equipamento é uma medida de precaução tomada após o acidente que feriu um dos cozinheiros do restaurante, no dia 25 de abril. Na ocasião, a trava de pressão de uma das panelas se soltou e o trabalhador Mauro Silva foi atingido pelo feijão quente. Leia mais aqui.

 

Após o acidente, o funcionário foi encaminhado para o Hospital Regional da Asa Norte com 30% do corpo queimado. De acordo com o relatório de enfermagem da Unidade de Queimados do HRAN, o paciente recebeu banhos e curativos, mas não foi submetido a procedimentos cirúrgicos ou de enxerto (transplante de pele). Mauro recebeu alta da Unidade na última terça-feira apresentando “feridas superficiais e com bom aspecto”. Apesar disso, ele continua sendo acompanhado pelo Ambulatório de Pacientes Queimados, onde é realizada a troca diária dos curativos. Não há previsão para a alta definitiva, que dependerá da evolução da cicatrização das feridas do paciente.

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