Bruna Sensêve
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A indefinição das fronteiras que limitam a cidade e a grande diferença de poder aquisitivo entre os bairros foram alguns dos importantes pontos debatidos entre os moradores de Águas Claras nas plenárias de base do Orçamento Participativo. As demandas vindas da chamada Águas Claras vertical foram enxugadas e deram espaço à implementação de infraestrutura e equipamentos públicos para os bairros Areal, Área de Desenvolvimento Econômico (ADE) e Arniqueira.
A participação dos moradores foi bastante tímida, muito devido à pouca idade da região administrativa que, até 2003, era um bairro de Taguatinga. A dificuldade de identidade também está demonstrada na falta da definição da poligonal que limita a cidade. Moradores do Areal são os maiores prejudicados por não saberem a quem recorrer. “Para solicitar benefícios ou mesmo retirar qualquer documentação temos uma dificuldade extrema. Um empurra-empurra eterno entre as administrações de Taguatinga e Águas Claras. Nem opinamos mais a quem deveríamos pertencer, só que precisamos pertencer a algum lugar”, conta o delegado eleito e secretário da Associação de Moradores de Areal (Amar), Paulo Chagas.
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