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Brasília

Águas Claras em pauta

Arquivo Geral

16/11/2013 10h30

O debate a respeito das diretrizes e normas da Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) reuniu aproximadamente 80 pessoas de Águas Claras e Areal em uma audiência pública. Tanto residentes quanto comerciantes e empresários discutiram a lei que ordena a ocupação dos terrenos do Distrito Federal. O auditório da  Escola Técnica de Brasília, em Águas Claras, foi palco de deliberações entre a comunidade da capital e membros distritais do Poder Legislativo. Eles se reuniram para encontrar a melhor forma de implementar a lei proposta pelo Governo do Distrito Federal (GDF).

 

A desordem pública de áreas comerciais foi o tema mais debatido. Dentre as principais reivindicações  está uma organização dos terrenos destinados a empresas e residências. Eles querem colocar ordem no lugar e, por isso, pedem a manutenção do projeto original da região que já foi desfigurado ao longo do tempo em razão das construções desorganizadas. Além disso, as obras de edifícios, paradas há anos na região, também foram motivo de debate e apelo por uma solução.

 

Projeto original

 

Para o presidente da Associação dos Moradores de Águas Claras Vertical, José Júlio de Oliveira, a lei do poder executivo precisa contemplar o projeto original da região. Isso porque a proposta era, inicialmente, de edifícios com até 12 andares. Hoje, porém, o lugar abriga prédios de até 32 andares. 

 

Os lotes vazios, que seriam institucionais, também foram discutidos com fervor. As construções, para a população, tinham que retornar para a condição de área não identificada. “Se não for destinado a nenhuma atividade, o lote não poderia ser vendido. Assim, a área poderia ser aproveitada para a construção de uma praça ou um espaço verde. Há histórico de lotes que abrigariam órgão institucional, mas  foi construído um supermercado ou centro comercial no lugar”, aponta.

 

Demandas do Areal


Segundo a comunidade, caso o objetivo da Luos seja prever um adensamento populacional, a lei vai trazer transtornos ainda maiores para quem vive em Águas Claras. O representante dos moradores da Quadra 301, Artur Benevides, destaca que o local já não tem mais ordem pública. Ele aponta que as áreas de construção pública acabam transformadas em lotes particulares, segundo ele, quando se bem entende. “Hoje os comerciantes fazem o que querem e o Estado não atua na fiscalização. Aqui há obras de dia e de noite. Sem contar que as pessoas transformaram qualquer área onde não tem edifício em estacionamento. Os espaços verdes estão tomados de carro e o governo faz vista grossa”, alerta.

 

Para Artur, hoje o reflexo de Águas Claras é de uma cidade que foi mal planejada, onde o GDF, sequer, suspende as obras irregulares. “E quanto aos prédios abandonados? Há inúmeros na região e o executivo não atua nem para demolir a construção nem para exigir a continuidade da obra. A situação está virando um transtorno, uma vez que esses edifícios têm acumulado água da chuva e a preocupação com o mosquito da dengue é constante”, lamenta.


Albergue


 

A audiência pública foi espaço também para discussão sobre o Areal. O representante dos moradores Paulo Batista Amorim alertou para a necessidade e urgência da retirada do albergue da região. “Naquele lugar há sexo explícito a qualquer hora do dia, inclusive com crianças passando para ir e voltar da escola. O ponto virou abrigo de alcoólatras e usuários de droga. Sem contar que Areal cresceu 221% e até hoje não se tem uma escola de ensino médio e 

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