Dezenas de pessoas visitam diariamente o Parque Nacional de Brasília, mais conhecido como Água Mineral, para usufruir das atrações como trilhas e piscinas. Mas a falta de recursos para a manutenção do local está prejudicando a visitação e, caso as reformas não cheguem logo, o espaço pode, inclusive, ser fechado.
Preocupados com a situação, a Associação de Frequentadores e Amigos do Parque Nacional de Brasília (Afam) se mobilizou e procurou o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que destinará R$ 1 milhão para investimentos por meio de emenda. “A única condição para o recurso é que a destinação seja definida pela Afam com o ICMBio”, afirmou o senador.
Na última quarta-feira, o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Roberto Vizentin e o diretor do parque, Paulo Carneiro, apresentaram o cronograma de investimentos e de obras para o parque e detalhou os investimentos feitos pelo senador.
No total, estão previstas 15 obras. Destas, oito já têm recursos previstos. Serão reformados o piso da piscina Areal, os postos médicos e os banheiros das duas piscinas do parque. Além disso, será construída a brigada de incêndio e do setor de transporte e reformado o alojamento dos fiscais.
Previsão
Outros recursos serão destinados à recuperação do sistema de distribuição de água, implementação do sistema de drenagem, pintura, sinalização, entre outros. A previsão é de que as obras terminem até o fim de 2014.
Falta de manutenção
A piscina Areal está fechada há nove meses por causa do piso que cedeu. O mato alto forma um cenário de abandono no local. Segundo o diretor do parque, Paulo Carneiro, está prevista para o início de dezembro a reforma dessa piscina. “Com relação ao mato alto, como a piscina está fechada, resolvemos alterar o cronograma de limpeza”, alegou.
Até o término de todas as obras o parque permanecerá aberto para visitação. A garantia é de que a obra da piscina antiga, a Pedreira, será feita após o término da reforma da piscina Areal.
Problemas
Outro problema enfrentado pelos usuários é a falta de um local para alimentação. “Antes tinha uma lanchonete, mas agora temos que trazer de casa”, disse o funcionário público aposentado Públio Cézar de Araújo. Ele listou ainda a sujeira dos banheiros, falta de papel e de saco de lixo nas lixeiras.