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Brasília

Agora o metrô parou de vez

Arquivo Geral

23/10/2013 7h21

Para desespero dos usuários, a greve do metrô continua por tempo indeterminado. Os metroviários resolveram seguir com a paralisação até que as principais exigências do grupo sejam atendidas.  Às 11h de hoje haverá audiência sobre o assunto no Tribunal Regional do Trabalho, com a participação de servidores e representantes do governo.

 

O número de trens circulando aumentou ontem, em relação a segunda-feira. Dos 24 disponíveis, 15  operaram normalmente. A velocidade continuou reduzida, mas o tempo médio de espera   também caiu de 30 para 15 minutos. 

Por outro lado, o trânsito ficou carregado em todo o DF em função de mais carros nas ruas e maior demanda nos ônibus. Os habituais congestionamentos ficaram ainda maiores nos horários de pico, para o desânimo dos brasilienses.

 

E se por um lado o metrô foi mais ágil ontem em relação a segunda-feira, o mesmo não pôde ser dito dos ônibus. A funcionária pública   Lenir Aguiar diz que usa o meio de transporte todos os dias, mas ontem decidiu esperar um pouco mais para ir à parada. “Vim mais tarde tentando evitar o horário de pico, mas não adiantou. São quase 10h, as paradas estão cheias e os ônibus, atrasados”, reclamou. 

 

O corretor Francisco Evangelista disse que usa o metrô, mas ontem optou pelo ônibus. “Costumo ir de metrô do Guará para Águas Claras, mas hoje está muito demorado. Esperei mais de 30 minutos na estação e desisti. Tive que vir para Taguatinga porque não existe linha direta de ônibus do Guará para Águas Claras. Daqui, vou pegar outro transporte até o trabalho. Já estou muito atrasado”, desabafou.

 

Com a vendedora Euriane Ferreira não foi diferente. “Vim do Guará para Ceilândia. Esperei uns quatro trens passarem. Já vim mais tarde para não pegar o tumulto, mas não adiantou. Estou esperando há 15 minutos. É triste”, lamentou.

 
ServidoresxGoverno


Procuradas, a assessoria de imprensa do Metrô-DF e a Secretaria de Comunicação do Distrito Federal não se manifestaram sobre a possibilidade de marcação de uma nova reunião e o andamento das negociações com o sindicato dos metroviários, exceto a audiência judicial.
 
Dione Aguiar, da secretaria de relações intersindicais do SindMetrô, disse que antes da reivindicação de um novo concurso público está a preocupação com a segurança e o conforto da população ao utilizar o metrô. “Precisamos de mais 1,8 mil funcionários”, diz.
 
 
À espera de novo concurso público

 
A principal reivindicação dos servidores é a realização de um concurso público. Segundo o Sindimetrô, faltam agentes de segurança, de estação, pilotos, assistentes administrativos, técnicos de manutenção, entre outros profissionais. 
 
 
Os metroviários reclamam que o governo tem descumprido sucessivos acordos coletivos. Em 2012 o Metrô-DF negociou a realização de um concurso, mas o certame não ocorreu no prazo previsto.
 
 
Em protesto, os metroviários chegaram a organizar uma carreata com saída prevista da Praça do Relógio, em Taguatinga, na manhã de ontem, mas o manifesto não ocorreu. A secretária de assuntos jurídicos do sindicato, Tânia Viana, explicou que a categoria preferiu se concentrar em vários pontos do DF, principalmente em Taguatinga, Águas Claras e no Guará, para debater assuntos relacionados ao movimento de greve.
 
 
O 2º Batalhão de Polícia Militar de Taguatinga Norte deslocou 15 homens para acompanhar o encontro. O tenente-coronel Rojas, comandante da operação policial, afirmou que a presença da polícia buscou apenas garantir a segurança de todos e a fluidez do trânsito na região. 
 
 

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