Bernardo Bittar
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Após um longo período sem fiscalização intensa pelas ruas, o GDF resolveu fechar o cerco contra os ambulantes que atuam na cidade. Por meio da ação DF Legal, que tem como objetivo desobstruir as calçadas ocupadas pelo comércio irregular, duas mil peças de acessórios femininos, aparelhos eletrônicos como celulares e carregadores e 150 kg de frutas foram apreendidos em apenas dois dias de operação.
Houve confusão durante ação, executada pela Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) e a Secretaria de Ordem Pública e Social (Seops). Ontem, na área central, três homens foram levados à 5ª DP por desacato, mas liberados em seguida. Enquanto isso, muitos ambulantes deixaram de circular.
Durante 15 dias, os setores Comercial Sul e Norte, de Diversões Sul e Norte, a Esplanada dos Ministérios e a Rodoviária do Plano Piloto, além das áreas centrais de Ceilândia e do Gama, serão inspecionados. Equipes fixas e volantes se revezarão nas próximas semanas em turnos durante os sete dias da semana, das 7h30 às 22h.
A operação tem caráter preventivo: impede que os camelôs tomem posse das áreas. “A tática é chegar nos lugares antes dos ambulantes, evitando que eles se fixem em locais onde essa atividade não é permitida”, comenta o diretor-presidente a Agefis, Gleiston Marcos de Paula.
Na tarde de ontem, quem insistiu em deixar as barracas abertas precisou sair correndo ao avistar uma viatura. Sobre a situação dos ambulantes, o major da Seops Carlos Chagas foi categórico: “Eles acham que isso é injustiça, mas, na verdade, injusto mesmo é vender mercadoria sem pagar imposto. Dados da Receita Federal mostram que o Brasil deixa de arrecadar R$ 2 bilhões por ano em função dos vendedores de praça. O cidadão que faz tudo em conformidade com as leis não pode ficar prejudicado por conta de quem não cumpre suas obrigações fiscais”, acredita.