O juiz do Tribunal do Júri de Brasília, Fábio Esteves, decretou a prisão preventiva da arquiteta Adriana Villela na manhã desta quinta-feira (27). Ela é apontada como mandante do assassinato dos pais, o ex-ministro do TSE, José Guilherme Villela e Maria Carvalho Mendes Villela, e da empregada do casal, Francisca Nascimento da Silva. Eles foram mortos com 73 facadas no dia 28 de agosto de 2009.
Adriana Villela foi presa na praia, no Rio de Janeiro. De acordo com o advogado da acusada, Rodrigo Alencastro, ela estava de férias na cidade. A filha do casal foi levada para a Polinter (Polícia Interestadual do Rio de Janeiro) por agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro e da Corvida (Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida). Lá, irá aguardar trâmites legais e será transferida para Brasília ainda hoje.
O advogado de Adriana vai entrar com pedido de Habeas Corpus. Ele afirmou que vai incluir nos autos, os dois cartões de embarque de sua cliente, para provar que ela não estava morando no Rio de Janeiro. Segundo o advogado, o bilhete de ida consta a data de 7 de janeiro e o de volta estaria marcado para o dia 30 de janeiro.
Em nota, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) informou que “condutas irregulares praticadas por policiais civis, todas com o objetivo de beneficiar Adriana Vilela, obrigaram a rever seu posicionamento anterior que permitia que a acusada respondesse o processo em liberdade”.
Entenda o caso
A Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida (Corvida) entregou para o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), no último dia 11, o inquérito concluído sobre do triplo homicídio da 113 Sul do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O documento manteve os indiciamentos da filha do casal assassinado, a arquiteta Adriana Villela, do ex-porteiro Leonardo Campos Alves, de seu sobrinho, Paulo Cardoso Santana, e de um suposto comparsa, Francisco Aguiar, além de uma amiga de Adriana, de nome Regina. Também são mantidos os indiciamentos da vidente Rosa Maria Jaques, de seu marido, João Tochetto, da empregada Guiomar Barbosa, da ex-delegada chefe da 1ª DP, Martha Vargas, e do policial Augusto Alves. Estes últimos por atrapalharem as investigações.
Os autores confessos do crime, o ex-porteiro e seu sobrinho, tiveram o pedido de prisão preventivo por tempo indeterminado acatado pelo juiz Fábio Esteves no dia 14 de janeiro.
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