Um adolescente de apenas 16 anos foi assassinado em via pública na Quadra 206 de Santa Maria. O menor, M., foi atingido com pelo menos dois disparos na tarde de ontem. Jurado de morte, o adolescente já havia sido vítima de tentativa homicídio há quase dois anos, quando foi levou nada menos que 12 tiros. Os ferimentos, na época, foram nas pernas e tórax.
Ontem, uma das balas atingiu a cabeça do garoto, que morreu na hora. O outro projétil acertou as costas da vítima, que estava junto com o primo de 14 anos. Eles seguiam a pé para a casa da tia, a uma rua do local do crime.
A principal suspeita do homicídio é de briga entre adolescentes de quadras rivais. A vítima morava na Quadra 205 e os autores dos disparos podem ser residentes da Quadra 204. Entretanto, a polícia não descarta possível acerto de contas em razão de drogas.
Apesar de duas balas terem acertado M., foram feitos pelo menos cinco disparos. As marcas de tiros ficaram no portão de uma casa da rua e em um carro estacionado no local. No entanto, a polícia não encontrou projéteis pela área. Segundo o comandante da operação, sargento Delson Madureira, há suspeita de que os disparos tenham sido de revólver calibre 38 ou 32.
“A informação é de que dois suspeitos, de bicicleta, tenham efetuado os disparos, mas eles conseguiram fugir. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas quando chegou a vítima já tinha morrido”, relata Madureira.
Segundo familiares, M. ainda se recuperava das lesões passadas e abandonou a escola na 5º série devido aos tratamentos médicos.
Um tio da vítima conta que o sobrinho estava sendo ameaçado de morte. O motivo é que o adolescente participou da primeira audiência, como testemunha, de um crime que também envolveu briga entre gangues. Desde então, segundo o homem, pessoas rondam a casa em que M. morava com a avó e a mãe.
“Ontem mesmo (domingo), um motociclista passou quatro vezes em frente à casa. Eles vêm já com arma em punho e não falam nada. O portão é todo marcado por bala. Dia 26 de julho seria a próxima audiência do crime”, diz.
O homem ressalta que o sobrinho ainda estava recuperando dos ferimentos e, por isso, parentes acreditam que ele não conseguiu correr. “Ele não mexia com droga em casa. Só se tivesse alguma coisa na rua que a gente não sabia. Ele ia começar a fazer o curso da escola no próximo mês”, revela.