A Superintendência de Drenagem, Energia e Gás (SDE) da Adasa, após vistoriar as condições em que se encontram as bacias de retenção das águas de chuva, iniciou hoje uma rigorosa fiscalização nas bocas de lobo do DF. Os técnicos estão vistoriando os mais conhecidos pontos de transtornos durante as chuvas, onde há ocorrência de alagamentos, com a finalidade de indicar a necessidade de manutenções para amenizar e diminuir os pontos de alagamentos.
Estudos realizados pela Concremat e aprovados pela Adasa e Novacap, indicam a ocorrência de 25 pontos de alagamentos no DF (plano piloto e regiões administrativas) que requerem atenção especial na gestão e manejo das águas pluviais e drenagem urbana. A atual rede de águas pluviais no DF foi construída para atender a uma população de 800 mil habitantes.
Para o Superintendente Carlos Francisco Pena Ribeiro, a fiscalização nas bocas de lobo da cidade tem como objetivo averiguar as atuais condições de sua manutenção e limpeza, de responsabilidade dos órgãos públicos do DF, garantindo as condições de encaminhamento das águas para os rios e lagos. Onde forem detectadas irregularidades, elas serão levadas ao conhecimento dos órgãos responsáveis, salientou.
Além de evitar os alagamentos na área urbana, preocupa a Adasa o lançamento das águas pluviais diretamente nos corpos hídricos superficiais (rios, lagos e lagoas).A garantia da qualidade e a quantidade da água desses corpos receptores exige um monitoramento continuo das condições de drenagem urbana.
Está engenharia prevê a construção de bacias de contenção das águas de chuva na rede de drenagem, com duas funções: filtrar os entulhos e a terra que descem pela rede (evitando que este lixo obstrua as bocas de lobo e polua os rios e lagos); e, principalmente, diminuir os pontos de alagamentos nas áreas urbanas resultante das chuvas.