Os 600 usuários de água subterrânea do Núcleo Rural Casa Grande (Gama) conhecerão nesta quarta-feira (8) a resolução da Adasa que estabelece a disponibilidade de captação de água dos aquíferos subterrâneos da região. A audiência pública acontece a partir das 9 horas, no auditório da Associação dos Proprietários e Produtores do Núcleo Rural Casa Grande.
Nas 600 chácaras da região, onde vivem cerca de 1,8 mil pessoas, 50% da água consumida vêm de captação por poços tubulares, 40% de cisternas e 10% são captados superficialmente de córregos. No período da seca, apesar do menor volume, as captações superficiais são as maiores causas de conflitos entre os chacareiros.
No subsolo da região do Núcleo Rural Casa Grande não há falta de água para atender à demanda. Segundo o cálculo das disponibilidades, que levou em consideração as condições de uso e ocupação do solo, a recarga dos aquíferos, a preservação da qualidade da água e a disponibilidade dos recursos, a Adasa pode outorgar a exploração de até 17 milhões de litros dia.
O estudo definiu três tipos de reserva – permanente, renovável e explotável – e chegou à quantidade de água subterrânea que pode ser explorada. A resolução da Adasa, que entrará em vigor em 2011, prevê que os usuários poderão utilizar, por meio de cisternas, cerca de 6 milhões de litros/dia, e, por poços tubulares, 11 milhões de litros/dia.
As cisternas captam água em até 30 metros de profundidade (domínio poroso) e os poços tubulares, que podem atingir a 200 metros (domínio fraturado), se usados dentro dos limites estabelecidos pela Adasa para a região (9,5 quilômetros quadrados), poderiam atender a uma população superior a 80 mil pessoas, além da área utilizada na exploração agropecuária.
Nessas condições, não seria afetada tecnicamente a sustentabilidade dos aquíferos. Como nas demais regiões, a Adasa, por meio das resoluções de disponibilidade hídrica dos aquíferos subterrâneos do DF, impedirá a explotação em níveis superiores às indicações de sustentabilidade.
Para o efetivo controle das condições de uso dos recursos hídricos, a Adasa exige que todos os usuários sejam identificados e fiscalizados. A partir de janeiro, a agência intensificará as ações de identificação e fiscalização sobre a quantidade de água capturada, os pontos de captação e o tipo de estrutura que está sendo utilizada.