Carlos Carone
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Quatro mandados de prisão foram expedidos pelo Tribunal de Justiça e Territórios (TJDFT) em nome de parte dos suspeitos de envolvimento no caso dos dois moradores de rua que foram queimados vivos, no último dia 25 – um deles morreu e outro, P.C.M., está internado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) com lesões profundas em 22% do corpo. Fontes policiais também informaram que mandados de busca e apreensão envolvendo três adolescentes podem ser cumpridos. No entanto, a 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria) não confirmou nem a expedição dos mandados e nem das prisões.
A reportagem do Jornal de Brasília apurou que as quatro prisões, envolvendo quatro adultos poderiam ser cumpridas nas primeiras horas de hoje. Apesar das informações, familiares das duas vítimas estão ansiosos por um desfecho nas investigações.
Ontem à tarde, a irmã da vítima internada, I.V.M., contou que foi até a 33ª DP para conversar com o delegado-chefe Guilherme Nogueira, que preside o inquérito. Segundo ela, o delegado disse que os trabalhos de investigação estão em andamento, mas não deu detalhes se os homens supostamente identificados serão presos. “O delegado me disse para ficar tranquila que a investigação está correndo, mas vejo pela imprensa que os suspeitos teriam sido identificados, mas não vejo ninguém ser detido. O meu sentimento e o da minha família é apenas por justiça”, disse.
Procedimento
A irmã do morador de rua contou que ele passou por uma nova cirurgia para remoção de mais tecidos mortos pelas queimaduras de terceiro grau, supostamente provocadas por gasolina em combustão que atingiu rosto, braços e tórax. “Meu irmão sente muita dor, fala muito pouco e está ficando muito tempo sedado. Apenas amanhã (hoje) teremos informações sobre o resultado da operação e vamos saber se ele está saindo do estado grave e estabilizando”, contou.
A irmã da vítima também lembrou que o tratamento tornou-se ainda mais complicado pelas constantes crises de abstinência do irmão, que é dependente químico. Ela visitou P.C.M. no domingo, dia do aniversário dele. “Ele têm ficado muito tempo sedado para não sentir tanto as dores provocadas pela abstinência. No entanto, a última vez que o vi, durante o último fim de semana, ele estava mais sereno”, explicou a irmã. Ontem, a reportagem tentou ouvir o delegado Guilherme Nogueira, em vão. Ele não está recebendo a imprensa e evita repassar as informações sobre a investigação para não prejudicar o andamento do inquérito.