Os acusados de espancar até a morte Isaque Nilton Alves Boschini, em abril deste ano, no Guará, vão a júri popular. A decisão que confirmou a notícia foi proferida pelo juiz do Tribunal do Júri de Brasília.
O crime ocorreu em 10 de abril desse ano, por volta de 1h, na QE 40, Conjunto C, do Guará II. Os acusados Moisés Maciel Pinto, Jean Carlos Lopes do Nascimento e Alisson da Silva Vieira de Sousa teriam espancado a vítima até a morte porque ele reclamou do uso de drogas no prédio onde morava.
Isaque chegou a ser socorrido pelo Samu, mas morreu pouco tempo depois de dar entrada no Hospital de Base do DF (HBDF).
Motivo fútil
O Tribunal de Justiça desta que o crime foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, porque além de ser três homens contra um, Moisés Maciel é conhecido lutador de Muay Tay no DF. A pronúncia também diz que o crime foi cometido de forma cruel, uma vez que a vítima foi espancada por múltiplos golpes, desferidos, principalmente na cabeça, conforme laudo de exame de corpo de delito.
Na tese do Ministério Público, acatada pelo juiz, os réus agiram com divisão funcional das tarefas, e, dessa forma, todos contribuíram de forma relevante para as condutas uns dos outros.
Antecedentes
A prisão preventiva dos acusados foi mantida pelo magistrado, ante o entendimento de que, em tese, a conduta dos réus coloca em risco a manutenção da paz social.
Na época do crime, Moisés Maciel confessou ter agredido Isaque. Tanto ele quanto Jean Carlos Lopes do Nascimento tem antecedentes criminais. Moisés já foi preso por ameaça, desacato e porte de arma. Jean foi apreendido por carregar um revólver quando tinha 17 anos.