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Brasília

Acusado de pedofilia é preso na Candangolândia

Arquivo Geral

06/10/2008 0h00

A Polícia Militar prendeu, viagra em flagrante, site o professor Cristiano Rafael de Souza, 27 anos, acusado de molestar duas crianças em Candangolândia. O professor foi denunciado por uma das vítimas, Pedro (nome fictício), de apenas 7 anos, logo depois dos crimes ocorridos no sábado à noite, por volta das 19h, na Quadra 5 da cidade.

Pedro e João (nome fictício) 6 anos, são amigos e vizinhos. Cristiano foi professor de João,
conhece a família da vítima e mora na mesma quadra das crianças. Minutos antes de molestá-
los, ele chegou a casa de João, conversou com a mãe do garoto, pediu um copo com água e se despediu.

Porém, quando saiu da casa, encontrou as crianças brincando e convidou-as para irem em sua
residência, com o argumento de dar-lhes balinhas de Cosme e Damião. Carinhosamente, ele
segurou nas mãos das crianças. A mãe de Pedro, que arrumava os cabelos em um salão de beleza nas proximidades, percebeu a cena e perguntou para o filho onde o menino estava indo naquele momento.

Inocentemente, Pedro respondeu que iria para a casa do “tio” Cristiano, professor de João, buscar “umas balinhas”. Marta afirma ter pressentido algo estranho, mas não quis desagradar
o filho até porque os pais de João conhecem Cristiano. “Mãe não se engana e eu me culpo seriamente por ter deixado meu filho acompanhá- lo”, confessaria Marta após o ocorrido.

Marta também explicou que depois de arrumar os cabelos no salão de beleza ela decidiu ir para
o shopping e não imaginou que Cristiano fosse capaz de cometer “uma barbaridade dessas” com as duas crianças, uma vez que ele dá aulas para os alunos da 1ª a 4ª séries, em uma escola particular na cidade. O cabo Antônio Marine, comandante da viatura 1325, Tático 52 da 12ª Companhia de Polícia Militar Independente (CPMInd), disse que fazia uma ronda de rotina na Candangolândia com o cabo Adilson Gouveia e o soldado Leandro Santos, quando foi chamado pela mãe de João. “Os meninos estavam muito assustados e a mãe, revoltada com a situação. Mesmo assim ela contou que o professor massageou os órgãos dos meninos”, afirma.

Ao receber a denúncia, o policial militar foi ao endereço do suspeito. Cristiano apresentava sintomas de ter ingerido bebida alcoólica. Na casa dele haviam algumas latas de cerveja vazias e, também, garrafas de bebidas destiladas. “O professor até negou a acusação, mas as vítimas confirmaram a mesma versão três vezes e criança não é capaz de mentir nesses casos”, afirmou Marine.

Cristiano foi levado para a 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante) com as vítimas e seus responsáveis. Os garotos repetiram, ao delegado de plantão, a mesma versão que tinham contado anteriormente aos policiais militares. Na delegacia do Núcleo Bandeirante ficou comprovado que já havia sido registrada uma ocorrência de abuso de criança contra o professor Cristiano, mas por falta de testemunhas, o caso foi encerrado.

Autuado em flagrante por atentado violento ao pudor, Cristiano Rafael de Souza vai aguardar decisão judicial, preso em uma cela do Departamento de Polícia Especializada (DPE), no Parque da Cidade. Ele pode ser condenado a uma pena de até dez anos de prisão. 


 * Os nomes das crianças foram
preservados em respeito ao
Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA)


 


 


 

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