O Tribunal do Júri de Ceilândia julga na próxima segunda-feira (12), a partir das 8h30, D.V.C., 40 anos, acusado de matar uma mulher asfixiada dentro de um hotel, no centro de Ceilândia, em 2006.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Púbico no início do processo penal, “no dia 21.7.2006, por volta das 8h40min, (…) no apto. 206, Hotel Paraíso, Ceilândia/DF, D.V.C., objetivando ceifar a vida da vítima, asfixiou Andiara Antunes Machado”. Explica a peça acusatória que “na manhã dos fatos, D., acompanhado de Andiara, hospedou-se no Hotel” e que “minutos após ter-se hospedado, já no interior do apartamento 206, D. asfixiou Andiara por obstrução das vias aéreas, provocando sua morte”. Conclui narrando que “em seguida, D. evadiu-se (…), chegando a arrombar a porta da recepção do hotel”.
O réu foi pronunciado por homicídio qualificado por haver supostamente matado utilizando meio cruel – asfixia, conforme artigo 121, § 2º, III do Código Penal. Durante a instrução processual, foi instaurado incidente de insanidade mental que “a princípio, atesta a semi-imputabilidade do acusado”.
Uma funcionária do hotel, ouvida como testemunha, afirmou que, alguns minutos depois que subiu com a moça, D. desceu dizendo que estava indo embora. Ela teria explicado ao hóspede que precisava conferir o frigobar e teria subido junto com ele até o apartamento. Lá chegando, teria visto a mulher sobre a cama, apresentando “cor roxeada” e os olhos “esbugalhados”. Ela teria dito a D. que a mulher estava morta, mas ele insistia em dizer que ela apenas dormia.