O suspeito de integrar uma rede de pedofilia, que estava foragido, se apresentou à polícia na tarde da última segunda-feira (12). Outro envolvido, A.M.S, 37 anos, acabou preso em 11 de fevereiro último. Na última sexta (09), a polícia de São Sebastião apreendeu vário materiais como computadores, mídias digitais, um cofre e uma câmera com imagens de abusos sexuais com menores, onde os dois homens apareciam. A apreensão ocorreu no trabalho do acusado, na quadra 710 norte e em sua residência em Sobradinho.
Segundo a 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião), o suspeito já foi encaminhado à carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE). Ele foi autuado por estupro de vulnerável e pode pegar de 8 a 15 anos de prisão por cada caso. De acordo com o delegado, foram localizadas três vítimas.
Relembre o caso
Uma rede de pedofilia funcionaria no Distrito Federal há pelo menos sete anos. Centenas de vídeos e fotografias de crianças e adolescentes sendo violentadas sexualmente seriam comercializadas dentro de um grupo restrito de criminosos. As investigações sobre a ação da quadrilha ganharam corpo após a prisão de um pedófilo, no mês passado, e uma operação realizada na última sexta (09) para o cumprimento de mais um mandado de prisão e de busca e apreensão na casa de outro suspeito.
As apurações tiveram início quando um pen drive foi encontrado caído na rua, em São Sebastião. Uma mulher não identificada encontrou o objeto de armazenamento e o entregou no balcão da 30ª DP. As imagens chocavam pela crueldade. Em uma delas, uma menina de apenas seis anos era submetida a conjunção carnal, simultaneamente por dois homens. Após uma série de diligências, os investigadores identificaram os dois suspeitos e a vítima. A.M.S, 37 anos, acabou preso em 11 de fevereiro.
A. M. S. possuia uma loja de fotografia e um salão de beleza infantil, no Sudoeste. “Por meio dessa investigação conseguimos prender esse suspeito e identificar o seu comparsa, que aliciava e violentava diversas crianças e adolescentes. Essa menina de seis anos está hoje com quatorze, o que leva a crer que ela vinha sendo abusada há pelo menos oito anos”, explicou o delegado-chefe da 30ª DP, Flamarion Vidal.
Algumas vítimas foram ouvidas por psicólogos da Polícia Civil e revelaram como ocorriam as abordagens e depois a violência sexual. As crianças revelaram que os pedófilos mostravam fotos e vídeos em que eles apareciam violentando meninas e adolescentes. “Eles mostravam as imagens e diziam que essa era uma atitude normal e que faziam isso com outras crianças. Falavam que faziam o mesmo com outras crianças, mas que com elas seria especial”, explicou o delegado. A polícia também ouviu outras duas jovens, de 15 e 16 anos, que foram alvos de filmagens praticando sexo com os dois homens.