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Brasília

Ações de humanização levam Copa do Mundo a pacientes no DF

Hospitais e uma UPA do Distrito Federal promoveram transmissões dos jogos da Seleção para pacientes e acompanhantes, em atividades de acolhimento e bem-estar durante a internação.

Redação Jornal de Brasília

16/06/2026 7h49

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A ação no HBDF contou com o apoio da Rede Feminina de Combate ao Câncer, que disponibilizou uma televisão na Casa Rosa para a transmissão dos jogos | Fotos: Divulgação/IgesDF

Pacientes, acompanhantes e profissionais de unidades administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) acompanharam os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo por meio de ações de humanização realizadas em hospitais e em uma UPA do DF.

No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), a iniciativa emocionou pacientes que puderam assistir à partida em um espaço preparado para a ocasião. Internado há mais de um mês, Paulo de Sousa afirmou que acompanhar o jogo ao lado de outras pessoas trouxe mais animação à rotina hospitalar e permitiu momentos de convivência fora do quarto. Acompanhante de José Mendes das Neves, internado há três dias, Priscila Mendes disse que a família não sabia como faria para que ele acompanhasse a partida e celebrou o fato de o avô, que gosta de futebol, ter podido assistir ao jogo no hospital.

A ação no HBDF contou com apoio da Rede Feminina de Combate ao Câncer, que disponibilizou uma televisão na Casa Rosa para a transmissão dos jogos. Segundo a coordenadora Larissa Bezerra, o espaço continuará funcionando durante toda a Copa do Mundo, e não apenas nos jogos da Seleção Brasileira.

No Hospital Cidade do Sol (HSol), televisores foram disponibilizados para que pacientes acompanhassem a estreia da Seleção Brasileira. O gerente de Enfermagem da unidade, Leandro Queza, afirmou que a proposta vai além da transmissão esportiva e destacou que a internação muitas vezes é acompanhada de ansiedade e saudade da rotina. Para ele, criar oportunidades de descontração ajuda a tornar esse período mais leve.

Leandro Queza também relatou que a reação dos pacientes demonstrou o impacto positivo da iniciativa, com sorrisos, conversas e novas conexões durante a atividade realizada no fim de semana. Segundo ele, oferecer um ambiente mais acolhedor mostra que o cuidado também passa pela escuta, pela presença e pela atenção às necessidades emocionais.

Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Planaltina, a estratégia foi a instalação de um rádio para transmitir a partida aos pacientes em observação. A enfermeira Raffaela Monteiro disse que a experiência surpreendeu positivamente a todos e lembrou que, quando saiu o gol do Brasil, até os pacientes comemoraram.

O gerente da unidade, Rogério Tavares, afirmou que pequenas iniciativas podem transformar o ambiente assistencial e reforçam o acolhimento, além de contribuir para uma permanência mais confortável e humanizada. Segundo ele, as ações refletem uma diretriz presente nas unidades administradas pelo IgesDF de compreender que o cuidado não se limita aos procedimentos clínicos, já que o bem-estar emocional também faz parte da recuperação.

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