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Acidente na rodoviária aflige brasilienses

Cinco horas depois da tragédia, às 13h, a movimentação na parada de ônibus, local atingido por um carro descontrolado, estava normal

Foto: CBMDF

Evellyn Luchetta e Gabriel de Sousa
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O acidente que matou uma mulher e deixou outras quatro pessoas feridas na manhã desta quarta-feira, 06, na Rodoviária do Plano Piloto, aflige quem rotineiramente frequenta o local. Cinco horas depois da tragédia, às 13h, a movimentação na parada de ônibus, local atingido por um carro descontrolado, estava normal, com o vai-e-vem de passageiros rotineiro. Os únicos diferenciais eram a falta de uma parte da estrutura, levada pela batida, e o olhar de alguns moradores ao chão, que andavam até o parapeito da plataforma superior, de onde a vítima foi atirada pelo impacto.

Foto: CBMDF

No carro, estavam o motorista e sua companheira, os dois foram encaminhados ao Hospital de Base. O homem estava desorientado, mas permaneceu acordado. Sua mulher relatou que ele convulsionou. Ela afirma ter tentado assumir o controle do volante do banco da carona, mas não conseguiu conter o veículo. A vítima, identificada como Gisele Boaventura Silva, pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), tinha 54 anos e faleceu na hora.

Enquanto esperavam um ônibus, duas amigas conversavam sobre a colisão do carro com a estrutura, procurando saber mais sobre o acidente que se tornou assunto na farmácia onde trabalham, no Setor de Diversões Sul. Uma delas era a assistente Letícia Reis, de 33 anos, que costuma ir à parada diariamente para voltar para a sua casa, em Sobradinho I.

“Cheguei às seis horas no trabalho, bem antes do que aconteceu. Quando o primeiro cliente entrou na farmácia, falou que um carro arremessou uma mulher para fora da Rodoviária. […] Fiquei em choque, porque eu nunca imaginei que isso poderia acontecer”, comenta a moradora.

A colega de Letícia é a farmacêutica Patrícia Camargo, 29, que quando vai para a casa do seu namorado no Varjão, também costuma esperar um ônibus na parada onde tudo aconteceu. De acordo com ela, o medo de altura do vão do parapeito a deixa desconfortável, fazendo com que sempre se distanciasse da borda da plataforma para evitar algum escorregão. Após o acidente, a moradora diz que o seu desconforto também virá do tráfego dos carros na via da plataforma superior.

“Morro de medo de altura, sempre morri de medo de cair para baixo, por isso fico dentro da parada. Agora, com esse caso, só piora a situação. Deveria ter mais segurança, não dá para ter só isso aqui [apontava para o parapeito] protegendo a gente de cair. Eu vou passar um tempo pegando o meu ônibus em outro lugar, só até passar esse sentimento”, relata Patrícia.

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Outros quatro passageiros foram atropelados e socorridos pelo CBMDF. Três deles já receberam alta, dois homens e uma bebê. Segundo os bombeiros, a pequena apresentou ‘rigidez no abdômen devido ao trauma’, mas não apresentava risco de vida.

Sua mãe segue em estado grave. Ela foi prensada pelo veículo e precisou ser retirada das ferragens.

Foto: Reprodução

Apesar de consciente no momento do atendimento dos bombeiros, o caso é complexo e ela passa por cirurgia.

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