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Brasília

Achar vaga na área central de Brasília é loteria e projetos não saem do papel

Arquivo Geral

20/12/2010 7h40

Marina Marquez
marina.marquez@jornaldebrasilia.com.br

 

Com flanelinhas, em fila dupla, em cima das calçadas, no terreno vazio ao lado e até nos retornos. Sem vaga para estacionar em Brasília e com a frota de carros crescendo 12% ao ano, o tormento que os moradores da capital vivem há alguns anos só tem piorado e a maioria das opções escolhidas pode gerar multa e até recolhimento do carro ao depósito do Departamento de Trânsito (Detran). Projetos de estacionamento rotativo e prédios garagem foram cogitados durante os últimos anos como solução para o caos nos estacionamentos do DF, mas uma mudança real só deve acontecer no próximo governo.

 

A técnica em estatística Roxana Campos, de 42 anos, tem diariamente dificuldade para chegar ao trabalho e parar o carro. Há algum tempo tem escolhido o terreno ao lado do Setor Bancário Norte (SBN), de terra e grama, para deixar o veículo. “Prefiro parar aqui, que, pelo menos, não atrapalho ninguém. Estacionar em Brasília é assim. Você deixa o carro onde dá e seja o que Deus quiser!”, afirma. Para Roxana, mesmo o local sendo proibido, é a melhor escolha. “Acho que trancar o carro de alguém é muito pior e não deixo  com flanelinha. Aqui, pelo menos, consigo chegar. No estacionamento mesmo, nem emergência chega. Se precisar de ambulância, morre”.

 

 

 

Leia mais na edição desta segunda-feira (20) do Jornal de Brasília

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