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Brasília

Abordagem social auxilia moradores de rua a deixarem a Rodoviária do Plano Piloto

Arquivo Geral

12/11/2013 20h06

A Rodoviária do Plano Piloto é local de passagem de muitas pessoas, mas nem todas vêm e vão. Para acolher homens, mulheres e crianças que vivem no terminal, o Governo do Distrito Federal realiza abordagens sociais sistemáticas.

 

Em setembro e outubro, 221 pessoas em situação de rua foram abordadas e 53 encaminhadas a unidades de acolhimento do DF. A ação é feita pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) com o apoio do Conselho Tutelar, vinculado à Secretaria da Criança.

 

A equipe que atua na Rodoviária conta sempre com um agente facilitador, que geralmente tem trajetória de rua para promover a interação com o abordado. Os servidores trabalham na sensibilização dos moradores de rua e fazem um levantamento do histórico de cada um para entender os motivos que os levaram a permanecer no terminal. A partir do primeiro contato, eles fazem um trabalho de convencimento.  

 

Segundo o gerente do Serviço Especializado de Abordagem Social, Felipe Areda, é preciso agir com precaução durante a abordagem para que as pessoas que vivem na Rodoviária confiem nos agentes e entendam a importância de voltar ao convívio com a família e com a sociedade. “Estabelecemos um vínculo com elas para que conheçam seus direitos e tenham oportunidades fora dali. A ideia é que não voltem a morar na rua”, explica.

  

A abordagem é feita a longo prazo, tendo em vista que dificilmente há convencimento de retirada no primeiro encontro. Foi o caso do engraxate Paulo* (nome fictício), abordado há cerca de um mês pela equipe da Sedest. No primeiro contato, ele não quis deixar o local, mas depois procurou os agentes para aceitar o acolhimento ofertado pelo governo. “Ele está cansado e disse que agora prefere ir para um abrigo”, explicou um dos agentes da equipe.

 

Os adultos que aceitam deixar a Rodoviária são encaminhados a abrigos distribuídos pelo DF. Em outubro, a rede de acolhimento de maiores de idade foi ampliada no DF: são 200 novas vagas em abrigos no Gama, em Taguatinga e em Sobradinho. Os novos lugares estão disponíveis em duas casas voltadas para atendimento de homens adultos solteiros, uma para homens idosos, uma para mulheres com e sem filhos e uma para migrantes.

 

Os casos que envolvem crianças e adolescentes são encaminhados ao Conselho Tutelar Brasília Sul, que atende as demandas da região. Quando necessário, o fato é conduzido ao conselho da cidade onde mora a família do menor. As situações são averiguadas e encaminhadas aos órgãos responsáveis. Ao todo, existem 33 Conselhos Tutelares distribuídos pelo DF.

 

Para o comerciante José Fernandes, 46 anos, a retirada dos moradores de rua deve ser feita com respeito. “São pessoas que não tiveram as mesmas chances que nós. Acho justo que existam profissionais trabalhando para ajudá-los”, observa Fernandes, que passa pela Rodoviária diariamente para ir ao trabalho. A dona de casa Vera Santos, 37 anos, também é usuária do terminal e considera importante a atuação de forma pacífica. “Sinto pena porque sei que muitos não têm pra onde ir”, afirma.

 

O Serviço Especializado de Abordagem Social Cidade Acolhedora – feito na Rodoviária das 10h às 22h, em dias alternados – é uma das ações do Comitê de Gestão Integrada (CGI) da Rodoviária, criado em 15 de agosto, por meio do Decreto nº 34.567. Além do Terminal, o serviço de abordagem é realizado nas demais regiões do DF, com 28 equipes de cinco agentes espalhadas.

 

Articulação

 

O CGI reúne 14 órgãos do GDF. Quinzenalmente, o grupo se reúne na Administração da Rodoviária, onde há um gabinete de gestão que funciona 24 horas por dia. Nos encontros, coordenados pela Casa Civil, o cumprimento do plano de ações instituído pelo GDF por cada participante do Comitê é avaliado.

 

No caso da assistência social, as reuniões do CGI permitem que Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Agência de Fiscalização (Agefis) e Secretaria de Ordem Pública e Social (Seops) interajam com a Sedest e a Secretaria da Criança sobre casos delicados como os que envolvem a exploração de crianças, o uso de drogas entre moradores de rua, os casos de pessoas com transtornos psiquiátricos, entre outros, facilitando a busca por soluções integradas.

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    Arquivo Geral

    12/11/2013 9h45

    Em setembro e outubro deste ano, 221 pessoas em situação de rua foram abordadas na Rodoviária do Plano Piloto e 53 delas encaminhadas a unidades de acolhimento do Distrito Federal, pelo Serviço Especializado de Abordagem Social Cidade Acolhedora, ação realizada pelo GDF.

     

    “Estabelecemos um vínculo com elas para que conheçam seus direitos e tenham oportunidades fora dali. A ideia é que não voltem a morar na rua”, explicou o gerente do Serviço, Felipe Areda.

     

    O Serviço Especializado de Abordagem é feito no local das 10h às 22h, em dias alternados, como uma das ações do Comitê de Gestão Integrada (CGI) da Rodoviária, composto por 14 órgãos do GDF, entre eles a Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest).

     

    A equipe que atua na Rodoviária conta sempre com um agente facilitador, que geralmente tem trajetória de rua para promover a interação com o abordado.

     

    Segundo Felipe Areda, é preciso agir com precaução durante a abordagem para que as pessoas que vivem na Rodoviária confiem nos agentes e entendam a importância de voltar ao convívio com a família e com a sociedade.

     

    A abordagem é feita a longo prazo, tendo em vista que dificilmente há convencimento de retirada no primeiro encontro. Foi o caso do engraxate Paulo* (nome fictício), abordado há cerca de um mês pela equipe da Sedest.

     

    No primeiro contato ele não quis deixar o local, mas depois procurou os agentes para aceitar o acolhimento ofertado pelo governo: “Ele está cansado e disse que agora prefere ir para um abrigo”, explicou um dos agentes da equipe.

     

    Os servidores trabalham na sensibilização dos moradores de rua e fazem um levantamento do histórico de cada um para entender os motivos que os levaram a permanecer no terminal. A partir do primeiro contato, eles fazem um trabalho de convencimento.

     

    Abrigos

     

    Os adultos que aceitam deixar a Rodoviária são encaminhados a abrigos distribuídos pelo DF. Em outubro, a rede de acolhimento de maiores de idade foi ampliada: são 200 novas vagas em abrigos no Gama, em Taguatinga e em Sobradinho.

     

    Os novos lugares estão disponíveis em duas casas voltadas para atendimento de homens adultos solteiros, um para homens idosos, um para mulheres com e sem filhos e um para migrantes.

     

    Os casos que envolvem crianças e adolescentes são encaminhados ao Conselho Tutelar Brasília Sul, que atende as demandas da região. As situações são averiguadas e encaminhadas aos órgãos responsáveis. Ao todo, existem 33 Conselhos Tutelares distribuídos pelo DF.

     

    Articulação

     

    O CGI reúne 14 órgãos do GDF. Quinzenalmente, o grupo se reúne na Administração da Rodoviária, onde há um gabinete de gestão que funciona 24 horas por dia.

     

    Nos encontros, coordenados pela Casa Civil, o cumprimento do plano de ações instituído pelo GDF é avaliado por cada participante do Comitê.

     

    No caso da assistência social, as reuniões do CGI permitem que Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Agefis e Seops interajam com a Sedest e a Secretaria da Criança sobre casos delicados, como os que envolvem a exploração de crianças, o uso de drogas entre moradores de rua, casos de pessoas com transtornos psiquiátricos, entre outros.

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