Aproximadamente sete mil pessoas participaram da 20ª edição da Marcha para Jesus de Brasília. O evento, que reúne diversas denominações cristãs, principalmente evangélicas, teve como tema “Valores para o meu País”, e como lemas “Brasília contra a cultura de morte” e “Em defesa da vida, da família e da liberdade religiosa.
“Nossa posição é muito clara contra a cultura de morte e somos contra qualquer tentativa de legalização das drogas, que gere a violência. Estamos lutando também contra o infanticídio indígena, que ainda é praticado por algumas tribos, e pela redução da idade de 14 para 12 anos do que hoje é considerado estupro de vulnerável”, elencou o coordenador da marcha, pastor Wilton Acosta.
Segundo ele, 350 igrejas fazem parte da organização da marcha, que partiu da Praça do Buriti rumo à Esplanada dos Ministérios por volta das 16h. Durante o trajeto, jovens, idosos e crianças caminhavam ao som de músicas gospel.
Danças e coreografias também embalaram o público que ocupou duas faixas do Eixo Monumental para propagar a fé cristã. “Esse evento não é apenas para os evangélicos, mas para todos. Brasília não está fora do clima de transformação da igreja que é importante para a família e para os jovens”, diz Wilton.
De todos os cantos
Pessoas de outros estados também estiveram na manifestação religiosa. A estudante Mayda Farias, 22 anos foi convidada pela tia para participar do encontro e mostrou-se muito emocionada. “Eu vim do Acre para participar. Lá a marcha também ocorre, mas eu tinha o sonho de participar aqui”, diz a jovem, que completa: “Vi apenas para agradecer o Senhor pela sua misericórdia”.
O grupo Praise Cia de Dança Centro-Oeste foi ao encontro para levar o Evangelho de Cristo por meio da dança e mostrar que toda forma de louvor e válida. “Dançamos com a intenção de evangelizar e adorar. Quando as pessoas nos veem, elas percebem que também podem e acabam indo em busca de Deus”, explica a coordenadora do grupo e fisioterapeuta Dayane Ribeiro, 23 anos.
Famílias reunidas na caminhada
A Marcha para Jesus foi o ponto de encontro de muitas famílias, que se propuseram a acompanhar os três trios elétricos. O ministrador Cleiton Resende, 41 anos, e sua esposa, a técnico em segurança do trabalho Janayna Resende, levaram pela primeira vez as filhas Eduarda e Giovanna, de 11 e 12 anos respectivamente. “Esse é um movimento que apoiamos, por isso aprovamos que elas viessem, além de ter sido um desejo delas”, disse Janayna.
A transmissão de valores também faz parte da criação das filhas do casal: “Queremos transmitir a elas a união que move o povo de Deus”, completou.
Eduarda gostou da marcha e fez uma promessa: “Estou achando muito legal todos louvando a Deus. Vou até o fim e não vou pedir colo”, garantiu a menina de 11 anos.
O mais velho de uma família com 15 irmãos, Romildo Souza Santos, 38 anos, levou os irmãos Bianca, 10 anos; e Mateus, 14; e os primos Carlos Eduardo e Luana de 12 e 11 anos, respectivamente, para participar da festa. “Eles só haviam participado até hoje do Jubileu de Ouro de Taguatinga. Por isso espero que essa seja a primeira de muitas participações deles aqui na Marcha para Jesus” estimula o pedreiro, que carregava a Bíblia.