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Brasília

A dura realidade de perder um cão querido

Arquivo Geral

03/06/2013 9h15

A Secretaria de Saúde do Distrito do Federal (SES/DF) está com um mutirão de combate à Leishmaniose. O Núcleo de Vigilância e Diagnóstico em Zoonoses realizou de janeiro até abril deste ano, o total de 2.072 diagnósticos para leishmaniose, no Laboratório Central da SES/DF (Lacen). 

 

Deste total, 239 amostras foram positivas para Leishmaniose Visceral Canina (LVC). Com isto, ficou constatado que as áreas de foco no DF são os Lagos Sul e Norte, Fercal, Varjão, Sobradinho I e II, região do Colorado e Jardim Botânico.

 

No Jardim Botânico, por exemplo, foram feitos 261 exames de triagem em cães (testes sanguíneos) e detectados 37 reagentes.  E foram aplicadas 420 doses de vacina antirrábica. A campanha, lançada em abril, também examinou 378 cães no Lago Norte e Varjão. Desses, 38 deram resultado reagente. Ou seja, foram considerados doentes.

 

“Não falamos em surto. Mas percebemos um aumento de casos nessas localidades”, ameniza a veterinária da Vigilância Ambiental (Dival) e gerente da Zoonoses, Lucia D’andurain. De acordo com a instituição, os dados do ano passado não puderam ser divulgados porque o sistema adotado era realizado por meio de inquérito.

 

A Ação de Prevenção e Controle da Leishmaniose Visceral faz a coleta de sangue dos cães para diagnóstico, teste rápido da doença (DPP) – com duração de 20 minutos – e vacinação antirrábica. São montados estandes de coleta de sangue dos cães para teste rápido de leishmaniose visceral. A comunidade também tira dúvidas sobre o ciclo de vida do inseto e do animal.

 

Para isto, profissionais da Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) e da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) – entre médicos veterinários, biólogos e agentes da vigilância ambiental – promovem ação preventiva e educativa para conscientizar a população. 

 

Incurável


A Leishmaniose Visceral Canina é uma doença incurável nos animais, que são mortos após a confirmação da contaminação, mas tratável nos seres humanos, quando diagnosticados a tempo.

 

A dona de casa Ediva Alves, 47 anos, moradora do Varjão, chegou a ficar mais de três anos sem criar cães após o trauma de ter perdido Dragon, um macho da raça Pitbull. 

 

“Foi horrível, eu chorei muito porque vi o momento em que aplicaram a injeção letal nele. Ele era como se fosse um membro da família”, recorda. A dona de casa pagou R$ 100 pelo procedimento, além de R$ 180 para a confirmação do diagnóstico. “Hoje, eu tomo todos os cuidados e, com isso, pude adquirir dois shih tzu”, comemora.

 

População deve ajudar na prevenção

 

A direção da Zoonoses ensina que, além das ações de combate e prevenção à doença, trabalho realizado pela Secretaria de Saúde, é essencial a ajuda da população quanto à questão ambiental e o vetor do mosquito, que se reproduz em alimentos, folhas, raízes, cascas e em restos de frutas, em decomposição.

 

“A melhor prevenção é a limpeza organizada de quintais e jardins. A população não deve deixar lixo orgânico acumulado e deve fazer uso de repelente nos seres humanos e nos cães (coleira repelente), além de utilizar roupas protetoras, como calças e blusas de manga comprida”, ensina a gerente da Zoonoses, Lucia D’andurain.

 

Janelas e portas

 

A Zoonoses também recomenda que as janelas e portas das residências devem permanecer fechadas no final da tarde, hora preferidas pelos mosquitos. “O mosquito é de difícil combate, senão já estaria controlado. Por isto, todo esforço é pouco. Em vários países, há casos de Leishmaniose. No DF, desde 2005, temos trabalhado bastante”, explica a gerente.

 

Proteção para o cão


– Utilizar coleiras repelentes em cães à base de Deltametrina 4%;

– Procurar um médico veterinário caso haja suspeita de cão doente;

– Fazer o recolhimento dos cães com exames laboratoriais positivos para leishmaniose;

– Não transferir ou adquirir cães de outras áreas, principalmente quando de regiões endêmicas, como Piauí, Ceará, Bahia, Maranhão, Minas Gerais (Unaí, Paracatu, Belo Horizonte, Montes Claros etc.), Mato Grosso do Sul (Campo Grande) e Tocantins, entre outros.

 

Leia a matéria completa aqui.

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