Amigos e familiares de Geovana Moraes, seis anos, morta no ônibus inundado, se reuniram na manhã de ontem para o velório e enterro da menina, no Cemitério de Taguatinga. O cortejo reuniu cerca de 80 pessoas. A mãe da menina, Maria Francisca da Silva Moraes, 25 anos, passou mal e precisou ser amparada por familiares.
Uma das pessoas presentes no velório era o sargento da PM Etelmo Souza, do Batalhão Escolar, o primeiro a socorrer a menina. Em 22 anos a serviço da PM, ele diz nunca ter vivido momentos tão difíceis quanto os que sucederam o resgate. “Essa ocorrência me marcou para o resta da vida”, diz.
Ele estava em uma lanchonete próxima ao local do acidente quando um dos meninos que conseguiu sair do ônibus chegou gritando por socorro. “Eu larguei tudo e fui até lá. Quando cheguei, a monitora que acompanhava os meninos me disse que a Geovana ainda estava dentro do ônibus. Mergulhei imediatamente e a soltei do cinto de segurança”, relata.
Etelmo fez questão de conhecer os pais da menina e prestar solidariedade. “É uma tristeza. Procurei os pais para dizer que fiz o possível para salvá-la, mas não consegui”, lamenta.
O responsável pela empresa Rodoeste Transportes e Turismo, Adelino Medeiros, também esteve no local. Ele diz que, como não testemunhou o acidente, não pode julgar o motorista Francisco Alves, suspeito de deixar o veículo sem prestar socorro às crianças.
“Quando cheguei ao quartel dos bombeiros, ele estava com os meninos, abalado. Foi isso que eu vi”. Ele conclui dizendo que a prioridade da empresa neste momento é prestar auxílio financeiro e psicológico aos familiares da vítima.
Muito abalada, Sheyla Batista, professora de Geovana, descreveu a menina como uma criança tímida, que estava estreitando os laços com os colegas e professores agora. “As primeiras informações que chegaram até nós foram de que o ônibus havia quebrado. Nunca imaginamos que tivesse acontecido algo tão grave. Vai ser muito difícil superar essa perda”, lamenta