Nove de novembro de 2013 ficará marcado como o dia da conquista de um dos principais eventos esportivos do mundo pela capital. Não satisfeita em sediar a Gymnasíade – Olimpíadas Escolares Mundiais, em 28 de novembro –, Brasília venceu mais uma batalha. Ontem, recebeu a confirmação de que será sede da Universíade 2019.
A última vez que o evento passou pela América Latina foi em 1963, em Porto Alegre. Cinquenta anos depois, a decisão veio por unanimidade – 23 votos dos integrantes da Federação Internacional dos Jogos Universitários.
Radiante por selar mais um compromisso por meio do esporte, o governador Agnelo Queiroz disse que a confiança das autoridades vem da Copa do Mundo, evento que o País sedia no ano que vem. “Isso é para mostrar ao mundo que estamos no caminho certo. É uma prova de que nossa imagem está sendo projetada mundo afora e, tudo isso, por meio do esporte. Ser a cidade-sede da Copa nos ajudou a ter mais essa conquista”, festeja.
Levantador da seleção brasileira de vôlei masculino de 1993 a 1998, Cássio Leandro comemorou a escolha da cidade-sede. “Brasília mostrou estar preparada para receber um evento desse porte”.
Antecessoras
Antes de chegar a Brasília, a Universíade desembarca em 2015 em Gwangju, na Coreia do Sul, e em Taipei (Taiwan), em 2017.
Mais praças esportivas
A proposta do projeto para o megaevento promete a criação de 22 locais de competição nas cidades satélites e a reforma de outros centros esportivos, tais como o Ginásio Cláudio Coutinho, no Complexo Ayrton Senna e o Jóquei Clube, na Estrada Parque de Taguatinga.
Responsável por coordenar os Centros Olímpicos espalhados pelas cidades satélites do DF, Ricarda Lima já pensa nos recursos que serão aplicados para o desenvolvimento do esporte.
“Esperamos que o investimento no esporte universitário possa se tornar de fato uma cultura para o País. É aí que a maioria dos grandes atletas começa as práticas esportivas”, conclui a ex-integrante da seleção feminina de vôlei, e idealizadora do Brasília/Vôlei.