Perda de tempo e prejuízos aos cofres públicos são os principais fatores provocados pelos trotes relacionados a falsas ameaças de bomba. Só no primeiro semestre deste ano, 55 ocorrências foram contabilizadas pelo Centro Integrado de Atendimento e Despacho (Ciade), uma média de dois casos por semana .
No primeiro semestre do ano passado, o número de falsas ameaças de bomba somaram 43 casos. Boa parte tinha como alvo órgãos públicos e escolas em dias próximos a feriados e, principalmente, em datas de provas nas instituições de ensino. Os dados mostram que, em 2013, as denúncias aumentaram.
“Criamos um protocolo de segurança para atender a supostas ameaças de bomba e todos os atendentes foram treinados para fazer uma rigorosa triagem ao denunciante, além disso todas as chamadas serão rastreadas”, destaca o diretor do Ciade, delegado José Carlos Medeiros.
A falsa comunicação da existência de bombas é crime e quem o comete pode responder por interrupção dos serviços públicos, denunciação caluniosa ou comunicação falsa de crime. A Secretaria de Segurança Pública identifica a maior parte de quem cometeu os crimes.
Quando há denúncia de artefato explosivo, o Esquadrão de Bombas do Batalhão de Operações Especiais (Bope) é acionado. “O Esquadrão existe há 15 anos e nesse período veio agregando conhecimento e cresceu junto da necessidade da cidade, que é a terceira maior do mundo em representatividade diplomática e possui uma grande quantidade de órgãos federais”, diz o comandante do Bope, Coronel Fábio Pizetta.