Carlos Carone
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Para o sistema, eles representam apenas estatísticas que alimentam o controle de crianças e adolescentes desaparecidos no Distrito Federal. Para as famílias, cada um dos números reflete o sentimento de dor, ausência, preocupação e saudade. Consumidas pela ansiedade em receber notícias, em média, mais de mil mães a cada ano se juntam àquelas que passam semanas, meses e até anos esperando pelo retorno dos filhos. Parte delas ainda continua à espera.
Estima-se que a cada 24 horas, três crianças ou adolescentes literalmente desaparecem do mapa em alguma das cidades do DF. O banco de dados e o serviço de atendimento às famílias são centralizados pelo Núcleo de Atendimento às Famílias de Pessoas Desaparecidas, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest). O trabalho resultou, no ano passado, na localização de 1.130 crianças e adolescentes, o que representa 92% de sucesso na localização dos desaparecidos.
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