O orgulho gay tomou conta da Comercial Norte de Taguatinga durante a Parada Gay realizada na cidade. Segundo a assessoria do evento, pelo menos 40 mil pessoas foram às ruas para declarar que “Não há cura para quem não está doente” e pedir por seus direitos.
Apesar de voltada para o público LGBT, a festa contou com a presença de muitos simpatizantes da causa homossexual, incluindo famílias e pessoas de todas as idades. “Estamos na luta contra a homofobia, porque aqui somos todos iguais. É maravilhoso saber que pessoas de todas as opções sexuais estão participando”, comemorou a organizadora do evento, Gleide Mara.
Diversidade
A alegria e as reivindicações da classe gay, que por muito tempo teve de se esconder para não ser vítima de violência e preconceitos, contagiou pessoas de todas as idades e fez das ruas da Comercial Norte palco do apoio mútuo. “Essa festa é a melhor coisa do mundo, pois aqui tem gente de todas as tendências e mostra que preconceito já era”, afirma a assistente administrativa Rosana Santos, que continua: “Aqui há 100% das pessoas representadas: tem gay, hetero e até famílias”.
Alegria Contagiante
A empresária Maiara Fernanda, 25 anos, foi à festa e disse que as ruas são o reduto de todas as manifestações populares. “A parada é uma forma democrática de se manifestar e pedir por seus direitos, independentemente da opção sexual de cada um”, argumentou.
Ao som de música eletrônica, as pessoas que acompanhavam o trio faziam a festa na avenida. Mas a alegria não ficou restrita à quem estava na rua e se estendeu para os apartamentos e prédios da Comercial Norte que, acostumada ao barulho dos carros, foi tomada por gritos de igualdade.
Manifestação foi pacífica
O lema “Não há cura para quem não está doente” recorda o deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) que propôs uma lei que ficou conhecida como Cura Gay, sugerindo atendimento, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com a ajuda de psicólogos. A proposta, polêmica, foi derrubada. “Estamos aqui hoje para lutar pelos nossos direitos. Nunca estivemos aqui para protestar contra ninguém, nosso objetivo é sermos iguais a todos”, esclarece a organizadora do evento, Gleide Mara.
Sem julgamentos
No início da Parada Gay, o trio elétrico ficou estacionado em frente à igreja evangélica Paz e Vida. A manifestação, porém, não sofreu condenação pelos membros do templo. “O Brasil é um país livre, assim como a expressão de sexualidade e de religião. Acima da minha opinião deve haver o respeito e não há preconceito”, ponderou o pastor Bruno Domingues, destacando que as portas da igreja estavam abertas para quem quisesse entrar. “O único motivo para as portas de vidro estarem encostadas é o barulho. O que Deus vai fazer em relação a cada um é entre a pessoa e Deus”, concluiu o pastor.
A Parada Gay de Taguatinga contou ainda com a presença da cantora Wanessa, que foi à manifestação para apoiar a causa LGBT.