Duas famílias estão passando pela angústia de ter um ente querido desaparecido. Um deles, Brunno Ribeiro, está sumido desde a noite de segunda-feira, quando saiu de casa, na Asa Norte, e não apareceu mais. O outro é Joaquim Pereira, 50 anos, desaparecido há oito meses. Ele saiu de bicicleta e nunca mais voltou para casa.
“Muitas pessoas me dizem que ele morreu. Mas eu não posso simplesmente acreditar nisso. É muita aflição viver assim”, conta a esposa dele, Jane Soares, 42 anos. Três dias depois que o marido desapareceu, a irmã dele fez a ocorrência na 6ª DP (Paranoá). Porém, desde o sumiço, não há novidades. “Eu até fui ao IML, em hospitais e espalhei cerca de 200 cartazes na cidade”, afirma Jane. Ela conta que o marido tem epilepsia e pode ser que tenha passado por um surto e perdido a memória.
A comerciante vive apenas com o filho de sete anos em uma pequena casa no bairro Fazendinha, do Itapoã. “Eu não dependia dele para nada. Não é por isso que estou atrás. Eu o amo”, desabafa. Ela conta que já emagreceu 20 quilos nesse período.
Angústia
Outras 383 famílias continuam em busca de pessoas desaparecidas no DF, conforme mostrou o JBr no mês passado. A maioria é de crianças e adolescentes que fugiram de casa por conflitos familiares, violência doméstica, uso de drogas ou perda por descuido dos pais, segundo a Secretaria de Segurança. Entre os adultos, o sumiço geralmente está ligado ao uso de drogas ou hospedagem com namorados ou amigos.
Outro caso famoso que continua sem solução é o do estudante Artur Paschoali, 20 anos. Há quase 10 meses ele viajou para o Peru e nunca mais foi encontrado. Os pais dele se dizem limitados com relação às buscas pois até agora já gastaram cerca de R$ 80 mil. Porém, um telefonema reacendeu as esperanças: uma amiga disse ter visto o rapaz em uma parada de ônibus na W3 Sul, na 502, usando blusa branca e short azul. Mas, até agora, nada foi confirmado.
Saiba Mais