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Brasília

80% das ocorrências registradas em Santa Maria são de crimes graves

Arquivo Geral

29/11/2010 7h44

Cristina Sena
cristina.sena@jornaldebrasilia.com.br

 

O enterro de André Santos da Silva, 12 anos, morto enquanto era utilizado como escudo humano, está marcado para 17h de hoje no Cemitério do Gama. O corpo foi liberado na tarde de ontem, mas a mãe biológica da criança ainda terá que ir ao Instituto Médico-Legal (IML). Inconformada, a mãe de criação, Elvina Rodrigues, está sob efeito de calmantes.

 

A dor de perder alguém tão jovem e com tantos projetos a serem realizados se mistura ao trauma causado pela violência, em uma cidade onde, de acordo com o chefe da Seção de Investigação de Crimes Violentos da 33ª Delegacia de Polícia, Edivan Luiz, cerca de 80% das ocorrências são por crimes graves, como latrocínio, homicídio, estupro.

 

A briga entre gangues, geralmente motivada por tráfico de drogas, já fez muitas vítimas. “Não dá para dizer que em Santa Maria haja região sem assalto. O grande problema que enfrentamos aqui é o tráfico, que acaba resultando em crimes de menor potencial, como furto e roubo”, explica Edivan Luiz.

 

A Quadra 310, onde o menino morava, é considerada calma pelos policiais. Os moradores, no entanto, reclamam dos assaltos constantes, de tráfico e uso de entorpecentes no local. “Se a polícia ficasse aqui o dia inteiro ia prender muita gente. Só eu fui assaltado duas vezes”, relata um morador, que preferiu não se identificar.  Ontem, o movimento na rua estava mais calmo. Na tarde anterior, carros passavam por lá em alta velocidade e uma moradora teve uma arma apontada em sua direção pelo condutor de um Gol branco.

 

 

 

Leia mais na edição desta segunda-feira (29) do Jornal de Brasília

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