Camila Costa
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Os grandes infratores do Distrito Federal não mudam de nome e endereço. A afirmação é do Departamento de Trânsito do DF (Detran/DF) depois de checar o perfil dos motoristas multados na cidade. Segundo o Detran, apenas 0,5% dos condutores do DF são os responsáveis pelas multas aplicadas este ano na capital. Ou seja, dos mais de 1,3 milhão de habilitados, 6,5 mil são contumazes em infrações de trânsito. A maioria é motociclista.
“Este é o grande problema hoje, pois o comportamento é peculiar do brasileiro. Deixa as multas acumularem e quando vai ver o valor da despesa é maior do que o do bem. Se torna um carro impagável e fica andando na irregularidade, até o dia que cair em um blitz”, explica o diretor-geral do Detran, José Alves Bezerra.
Se for pego em uma blitz ou parado por fiscais em monitoramento de trânsito, o motorista que tiver multas atrasadas terá o carro recolhido ao depósito do Detran. E a hospedagem é paga. O motorista terá que desembolsar R$ 25 por dia de apreensão do veículo. “As pessoas precisam saber que carro também é despesa. Não é só comprar e ficar andando por aí. Muitas utilizam, inclusive, como ferramenta de trabalho, mas é preciso saber dos tributos e dos ônus ligados ao carro”, aponta o diretor.
A única forma de forçar os motoristas a pagarem as multas aplicadas é por meio do licenciamento. O processo de renovação anual compreende o recolhimento dos impostos, taxas e multas devidas ao proprietário do veículo. Somente após quitar estas taxas o documento do carro – Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) – será expedido. “Normalmente quando tem multa atrasada, o licenciamento está atrasado, o IPVA, o seguro obrigatório, todas as despesas de um carro”, observa Bezerra, ao lembrar que o motorista nesta condições está sujeito a recolhimento do automóvel.