Ana Paula Andreolla
ana.fernandes@jornaldebrasilia.com.br
Pode sair no final da tarde de hoje o parecer oficial do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) sobre os pedidos de prisões preventivas feitos pela Coordenação de Crimes Contra a Vida (Corvida) em desfavor de seis pessoas suspeitas de terem algum tipo de envolvimento no triplo homicídio da 113 Sul. Entre elas está a filha do casal assassinado, Adriana Villela. Seus pais, o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e advogado, José Guilherme Villela, e a advogada Maria Carvalho Mendes Villela, junto com a principal empregada, Francisca Nascimento da Silva, foram encontrados mortos em agosto do ano passado, vítimas de 73 facadas, dentro do apartamento do casal.
O promotor responsável pelo caso, Maurício Miranda, adianta que é extenso e delicado o documento entregue pela Corvida. Composto por mais de mil páginas, o documento demanda esforços da promotoria, que tenta acelerar a análise para dar uma resposta ainda hoje à sociedade. “Nós temos que verificar se há embasamento legal para todos os pedidos e levantamentos feitos pela Corvida”, explicou Miranda.
Enquanto isso, a ex-delegada chefe da 1ª Delegacia de Polícia, Martha Vargas, que também está na lista dos seis pedidos de prisão preventiva de autoria da Corvida, mostra indignação com as atitudes da coordenação. “Sou vítima de uma perseguição profissional”, denuncia a delegada. “Moro em Brasília, possuo residência fixa e estou à disposição da Justiça. Não cometi nenhum crime, apenas trabalhei no caso”.
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