Soraya Sobreira e Daniel Cardozo
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Seria mais uma quarta-feira normal de trabalho como tantas outras. Mas o dia que mal havia começado se transformou em um pesadelo para os 15 passageiros do ônibus da Viação Anapolina (Vian) que seguia de Valparaíso II à Rodoviária do Plano Piloto. O veículo tombou no Eixo L, na altura da 216 Sul, em direção ao Aeroporto JK, matando uma mulher de 60 anos. Dez pessoas ficaram feridas, segundo a Polícia Civil.
O motorista contou que perdeu o controle do veículo ao passar por uma poça de óleo na pista, próximo a uma curva. A aposentada Maria Aparecida Lima foi arremessada para fora do ônibus e morreu na hora. O acidente foi pouco antes das 10h.
Os feridos foram levados para o Hospital de Base e a maioria recebeu alta ontem mesmo. Eurico Tomé, 68 anos, vítima em estado grave, foi resgatado de helicóptero e submetido a uma cirurgia na cabeça. Ele não corre risco de morte.
Ainda no local do acidente, o motorista Acenildo Sousa Ferreira, 53 anos, fez o teste de bafômetro e o resultado foi negativo. Muito nervoso, ele foi encaminhado ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran) para passar por exames psicológicos. Já a cobradora deixou o local do acidente acompanhada do marido e não precisou de atendimento médico.
Freada
A perícia da Polícia Civil adiantou que há indícios de que o acidente tenha ocorrido por falta de habilidade do motorista, que freou em cima da poça de óleo diesel. “Não é seguro frear bruscamente neste caso”, relata o perito Marcos Oliveira.
Ele constatou que os freios e pneus estão em bom estado. O ônibus tinha sete anos de uso. De acordo com a perícia, a vítima que morreu caiu da janela do assento preferencial, localizada antes da roleta, e foi arrastada por cerca de oito metros.
Já o supervisor geral da Vian, Arlindo Miranda, defende a experiência do funcionário. “Acredito que foi mesmo uma fatalidade. O motorista tem 12 anos de casa, desde o início fazendo sempre esta linha diariamente”, acrescenta.
Ouvidos na 1ª DP, três passageiros afirmaram que o motorista do veículo dirigia na velocidade permitida. O motorista, por sua vez, declarou que mesmo estando dentro da velocidade, não conseguiu controlar o ônibus em virtude da mancha de óleo na pista.