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Brasil

Sputnik V: produção em massa de vacina contra covid-19 começa em setembro

A fase 3 dos testes envolverá mais de 2 mil pessoas espalhadas pela Rússia, Oriente Médio, Brasil e México, e deverá começar já nesta quarta-feira (12)

Aline Rocha

Publicado

em

Foto: AFP
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O governo da Rússia anunciou, nesta terça-feira (11), que aprovou uma vacina contra a covid-19 menos de dois meses após o início dos testes em humanos. O fármaco, desenvolvido em Moscovo pelo Instituto Gamaleya, recebeu o nome de Sputnik V. Esta é uma das 165 vacinas diferentes que estão sendo desenvolvidas, mundo afora, contra o vírus.

Por meio de informações divulgadas pelo instituto, o país concluiu os ensaios clínicos da fase 1 e 2 em 1º de agosto deste ano. Segundo o instituto, “todos os voluntários estão se sentindo bem e nenhum efeito colateral imprevisto ou indesejado foi observado”.

A vacina, baseada em vetor de adenovírus, foi registrada pelo Ministério de Saúde da Rússia nesta terça e, com isso, se tornou a primeira vacina contra o vírus registrada em todo o mercado mundial. A vacina já havia passado por etapas de testes pré-clínicos antes de serem aprovadas para uso em humanos.

A vacina induziu anticorpos fortes e resposta imune celular e, portanto, nenhum participante do ensaio foi infectado pelo vírus após receber a dose da vacina. A eficácia foi confirmada após testes de alta precisão para anticorpos no soro sanguíneo dos voluntários (incluindo uma análise para anticorpos que neutralizam o coronavírus), bem como a capacidade das células imunes dos voluntários se ativarem em resposta à ponta da proteína S do coronavírus, que indica a formação de anticorpos e resposta à vacina imune celular.

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Fase 3 de testes pode chegar ao Brasil

Foto: AFP

O governo do Paraná anunciou, também nesta terça (11), que produzirá doses da vacina Sputnik V por meio de um convênio com a Rússia. O ensaio clínico poderá chegar, portanto, ao Brasil. A fase 3 dos testes envolverá mais de 2 mil pessoas espalhadas pela Rússia, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Brasil e México, e deverá começar já nesta quarta-feira (12), segundo o governo de Vladmir Putin.

Com o certificado de registro do Ministério de Saúde da Rússia, expedido nesta terça, e sob as regras de emergência adotadas em decorrência da pandemia no país, a produção em massa da vacina tem previsão de início em setembro de 2020. A substância utilizada na vacina aguarda a proteção de patente, solicitada pelo Instituto Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya (Gamaleya National Research Institute of Epidemiology and Microbiology) em maio de 2020.

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Laboratório Gamaleya

O Centro Nacional de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia é uma instituição de pesquisa conhecida no mundo. Fundado em 1891, o centro recebeu o nome de Nikolai Gamaleya em 1949, em homenagem ao pioneiro da pesquisa russa em microbiologia.

Sob responsabilidade do instituto está uma das mais amplas “bibliotecas de vírus” presentes em todo o mundo. O local possui, também, a própria unidade de produção de vacinas, responsável, neste momento, pela criação da Sputnik V.

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