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Como os pais podem orientar os jovens sobre as redes sociais

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É importante que a família fique atenta e crie regras para o uso

Além de gifs, memes e vídeos engraçados de animais, as redes sociais também escondem alguns perigos que muitos pais nem imaginam. Recentemente, por exemplo, ficaram conhecidos episódios como a boneca Momo e o jogo da Baleia Azul — desafios disfarçados de brincadeiras que incentivavam as crianças a se machucar. 

Outro aspecto relacionado com o uso dessas mídias é a maior propensão a desenvolver depressão. De acordo com especialistas em psiquiatria da USP, as redes sociais isoladas não são capazes de causar quadros depressivos. Porém, como a adolescência é uma fase mais vulnerável, em que a baixa auto-estima e a insegurança são comuns, a exposição na internet pode prejudicar esses casos. 

Diante disso, a família pode tomar as rédeas da situação, orientando os jovens a como se comportar e utilizar as redes de maneira saudável. Confira algumas maneiras que os pais têm para ajudar os filhos!

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Estabelecer a idade

Apesar de hoje as crianças terem acesso a mais informações desde cedo, isso não significa que não haja uma idade mínima para utilizar o celular com mais liberdade. O ideal é que a família observe se o filho possui maturidade para ter uma conta nas redes sociais. 

No Facebook, por exemplo, apenas jovens acima de 13 anos podem criar um perfil. Mas com frequência essa regra é quebrada, já que a idade deve ser comprovada ao preencher a data de nascimento. Então, se um menino de 12 informa que nasceu há 14 anos, o site não tem como confirmar essa informação. 

Caso os pais tenham conta na rede social, é importante que eles apresentem a ferramenta para o filho, apontando as vantagens e desvantagens. Também é necessário se mostrar aberto ao diálogo, assim, se o jovem encontrar algum desafio, ele não se colocará em riscos desnecessários. 

Dizer as regras

Antes mesmo que a criança comece a usar as redes sociais, é fundamental apresentar algumas regras. As instruções podem incluir os horários para a utilização das mídias, não esconder nada da família e não seguir “ordens” de pessoas ou perfis. 

Se o jovem descumprir uma ou mais regras, os pais podem restringir mais o acesso. Aos poucos, essas medidas farão com que os jovens se mantenham seguros no ambiente on-line. 

Monitorar o acesso

Já existem aplicativos para monitorar o celular dos filhos grátis. Para isso, os pais devem instalar a ferramenta no próprio aparelho e no do jovem. Depois da instalação, a família poderá acompanhar o que os adolescentes fazem na internet de uma maneira geral. 

O Find My Kids, por exemplo, além de permitir o monitoramento, garante o rastreamento em tempo real. Outro ponto positivo do app é que ele disponibiliza um botão para que o adolescente acione se estiver em perigo. 

Conscientizar

Sempre que possível, os pais devem conscientizar e conversar com os filhos sobre os perigos das redes sociais. É importante que os adultos mostrem aos mais jovens que existem pessoas más intencionadas na internet, por isso não é recomendável ter intimidade com estranhos. Nesse sentido, os adolescentes não devem enviar fotos ou dados próprios e de familiares.  

Por meio do diálogo e da vigilância constantes, é possível preservar os filhos e fazer com que só desfrutem dos aspectos bons da tecnologia. Até porque o objetivo das redes sociais é entreter e estreitar laços, não prejudicar ninguém.


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