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Você sabe a qual geração pertence?

De 1882 para cá, tivemos oito gerações: Perdida, Grandiosa, Silenciosa, Baby Boomers, X, Y (ou Millenial), Z (ou Centenial) e Alpha

Por Luana Tachiki 03/10/2023 5h35
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Hoje, destacaremos algumas gerações, que, conforme se modificam, transformam o perfil comportamental das pessoas que pertencem a elas, bem como a maneira dessas pessoas se comunicarem com o mundo.

De 1882 para cá, tivemos oito gerações: Perdida, Grandiosa, Silenciosa, Baby Boomers, X, Y (ou Millenial), Z (ou Centenial) e Alpha. Você sabe a qual geração pertence? Confira características de todas elas — a partir dos boomers — e veja, ao fim do texto, o período de cada geração.

Imagem ilustrativa/Freepik

Baby Boomers

Nascidos entre 1946 e 1964, os baby boomers têm esse nome porque nasceram durante o período de evolução tecnológica e surgimento e desenvolvimento dos meios de comunicação. Desfrutam de estabilidade profissional e familiar e são ativos física e mentalmente. Apesar de estarem adaptados ao mundo 4.0, são menos dependentes do smartphone do que as gerações seguintes.

Os baby boomers tendem a ser mais tradicionais e conservadores. Prezam pela lealdade às organizações, valorizam o trabalho, têm elevados níveis de comprometimento e gostam de processos burocráticos. Seus principais valores são: trabalho, família e estabilidade financeira. Atualmente, com o prolongamento da expectativa de vida, muitos deles ocupam cargos altos em empresas ou são donos de grandes negócios, o que os transforma em grandes tomadores de decisão.

A comunicação dessa geração foi marcada pelo telefone fixo, jornal impresso e TV com imagem em preto e branco.

Geração X

A geração X é composta por pessoas nascidas entre 1965 e 1980, período de reconstrução da Europa após a Segunda Guerra Mundial. Eles cresceram num cenário de incerteza econômica em âmbito mundial, o que os levaram a serem mais conservadores em suas escolhas de consumo, procurando o melhor custo-benefício. A valorização do dinheiro é uma forte característica desta geração.

O individualismo, a ambição e a dependência do trabalho (os famosos workaholics) são os valores da geração X. Cidadãos nascidos neste período são mais focados na empregabilidade e no aumento de suas competências. Além disso, valorizam a autonomia, são criativos e têm visão empreendedora. Por esse motivo, muitos deles são donos e donas de negócios ou ocupam cargos de liderança em grandes empresas. Desta forma, podemos defini-los como a geração mais influente do mercado. Eles também tendem a ser mais críticos, valorizando a transparência e a responsabilidade social das corporações.

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Esta geração foi a primeira a crescer com acesso a computadores e internet, o que fazem deles indivíduos altamente informados até hoje. Usam a tecnologia para pesquisar e comparar produtos antes de comprar e esperam que as marcas tenham presença online. Ao mesmo tempo, porém, valorizam a experiência física e o atendimento humano.

A comunicação dessa geração foi marcada por celulares, TV colorida e computadores.

Geração Y (ou Millenial)

Estes são os ‘nativos digitais’. Nascidos entre 1981 e 1996, os millennials e a tecnologia são quase uma coisa só: todas suas atividades passam por meio de uma tela, e os termos ‘on’ e ‘off’ estão totalmente integrados em suas vidas. No entanto, eles não nasceram na era tecnológica, mas viveram na época analógica e migraram para o mundo digital.

Os nativos digitais não se conformam com o seu entorno e são ambiciosos para atingir suas metas. São individualistas e mais competitivos. Têm dificuldades com processos hierárquicos e tendem a não respeitar as estruturas preestabelecidas. Focam mais nas necessidades pessoais e vivem com o rótulo de serem preguiçosos, narcisistas e mimados. Em 2014, a revista Time classificou essa geração como a do “eu-eu-eu”. São mais otimistas e autoconfiantes.

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A comunicação dessa geração foi marcada por mídias sociais, smartphones, iPhones e mensagens de texto e internet.

Geração Z (ou Centenial)

Também conhecidos como centenials por virem ao mundo em plena mudança de século — os mais velhos são do ano de 1997 e os mais novos nasceram em 2010, os membros da geração Z chegaram com um tablet e um smartphone debaixo do braço. Para estes indivíduos, já não existe diferença entre o mundo online e o offline.

A internet está no DNA do centenial, invadindo sua educação e sua forma de se socializar. Seu domínio tecnológico, talvez, faça com que se preocupe menos com suas relações interpessoais, embora seja esta mesma geração Z que mais dá voz às causas sociais — podemos usar de exemplo os youtubers.

Gostam de ter tudo aquilo que desejam de forma imediata, uma consequência do mundo digital em que estão imersos. São multifuncionais e têm grande capacidade de absorção de conteúdo, mas com um tempo de atenção muito breve. São independentes e exigentes no quesito consumo. Além disso, são ativos e gostam de interagir com os ambientes em que estão presentes. Ocuparão cargos que, atualmente, ainda não existem.

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A comunicação dessa geração foi marcada por mídias sociais, smartphones, iPhones e mensagens de texto, canais streaming e acesso à internet nas mãos.

Geração Alpha

É a geração em que vivemos, que engloba crianças e adolescentes que nasceram depois de 2010 e pessoas que vão nascer até 2025. É considerada a mais evoluída e inteligente das gerações. Os alpha são ágeis para lidar com equipamentos eletrônicos e conseguem encontrar facilmente na internet as informações de que necessitam, além de conseguirem ensinar às pessoas mais velhas como resolver problemas tecnológicos.

A geração alpha tem como principal característica a conectividade com a tecnologia. São crianças e adolescentes que pertencem ao mundo tecnológico desde que nasceram e têm acesso aos estímulos desse ambiente desde os primeiros meses de vida. São fortes, curiosos, independentes, versáteis e ágeis em tudo que executam.

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Segundo a pesquisa Panorama, realizada pela Mobile Time e pela Opinion Box no ano passado, 44% das crianças brasileiras entre 0 a 12 anos têm o seu próprio smartphone. O estudo também mostra que os pequenos passam quase quatro horas por dia conectadas ao aparelho. Isso faz com que a geração aprenda, se desenvolva e se relacione de maneira diferente.

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Assim como a geração Z, a comunicação dos alpha é marcada por mídias sociais, smartphones, iPhones e mensagens de texto, canais streaming e internet nas mãos.

Imagem ilustrativa/Freepik

Período de cada geração

Agora que você sabe um pouco mais sobre as últimas cinco gerações existentes, confira as oito gerações existentes desde 1882 e o período correspondente de cada uma delas:

  • 1882 – 1900: Geração Perdida
  • 1901 – 1927: Geração Grandiosa
  • 1928 – 1945: Geração Silenciosa
  • 1946 – 1964: Baby Boomers
  • 1965 – 1980: Geração X
  • 1981 – 1996: Geração Y ou Millennials
  • 1997 – 2010: Geração Z
  • 2010 – 2025: Geração Alpha






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