Já percebeu que só erra quem faz, e só conquista quem passa pela derrota sem desistir?
Só avança quem persiste, mesmo sabendo que nem sempre faz de forma memorável, mas que entendeu ser questão de tempo até chegar onde quer.
O problema é que muitos miram no perfeito, mas não entendem que para chegar nele é preciso aceitar e respeitar o processo. Não se chega numa apresentação impecável sem antes ter passado pela péssima, pela razoável, pela boa e depois sim pela memorável. Quando o apego ao perfeito se torna uma característica da personalidade, tornando alguém perfeccionista, isso é uma linha tênue, porque é importante ter a preocupação de fazer o seu melhor, de entregar com excelência, mas o perigo está em: e se não for perfeito, se não for incrível? O que faço com isso? É exatamente aí que muitos desistem. Entram num looping de autopiedade e culpa sem fim, chegando a abandonar algo que deu errado, quando na verdade esses “dias ruins” fazem parte do processo.

É preciso passar por eles para chegar no extraordinário. Algo para ser incrível e memorável dificilmente será na primeira tentativa ou na primeira apresentação. É necessário treino, experiência e tempo de entrega para que haja aperfeiçoamento e ajustes ao longo do caminho. Sem isso é impossível chegar no impecável.
Atenção com a autocrítica, porque ela pode te ajudar a entregar a sua versão mais impecável, o seu melhor, mas também pode te travar e paralisar para sempre. Cultive uma mentalidade que te permita sempre buscar um novo patamar sem se cobrar quando o memorável não vier. Isso preservará a sua saúde mental.
Entenda: autocrítica é importante para trazer a autorresponsabilidade de quem quer crescer. Mas a autocrítica excessiva poderá arruinar a sua trajetória.

Muitas vezes a autocrítica vem da comparação com outros. O fato de outra pessoa performar melhor poderá despertar uma exigência muito alta em quem admirou tal performance, mas lembre-se: você está considerando o resultado final, aquele que chegou ao seu conhecimento. Você não sabe dos altos e baixos, dos revezes que aquela pessoa enfrentou para chegar onde está. Por isso, você não deve jamais se comparar com pessoas de alto nível sem considerar o preço que foi pago por elas para chegarem onde chegaram.
A única comparação saudável é a de se inspirar em determinado patamar querendo alcançá-lo, sem invejar, sem querer ocupar o lugar que não é seu, porque o seu chegará. Vai depender apenas de se permitir passar pelo processo, respeitando seu progresso gradativo, e só então o resultado virá. Sabe por quê? Porque as oportunidades chegam para todos. O crescimento é possível para qualquer um, mas nem todos se permitem crescer, muitas vezes por medo de passar pelo ruim e pelo razoável, porque já querem o extraordinário. É certo que esse lugar chega mais rápido para alguns, mas certamente essas pessoas se permitiram passar pela pressão do processo, até com mais intensidade. E elas se permitiram.
Seja essa pessoa que respeita o seu processo e o seu tempo, sem se cobrar nem se martirizar quando o resultado não vier na hora nem do jeito que você gostaria. Apenas faça o seu melhor e o resultado, independente de quando, virá.
Quando o amor ao perfeito vier, lembre-se: grandes nomes nasceram porque aceitaram passar pelo processo.
Inspire-se pelos nomes:
Sylvester Stallone: Antes de ficar famoso, chegou a dormir em terminal rodoviário e vendeu o próprio cachorro por falta de dinheiro. Escreveu Rocky insistindo que só venderia o roteiro se fosse o protagonista.
Oprah Winfrey: Cresceu em extrema pobreza, sofreu violência na infância e foi demitida no começo da carreira na TV antes de construir um dos maiores impérios de mídia do mundo.
Jim Carrey: A família viveu em situação financeira crítica, chegando a morar em trailer, e ele trabalhou como faxineiro antes de se tornar um dos atores mais bem pagos de Hollywood.
Keanu Reeves: Teve uma trajetória marcada por perdas familiares, dificuldades pessoais e muitos “nãos” na carreira antes de alcançar enorme reconhecimento mundial.
Jennifer Lopez: Saiu de casa jovem porque queria seguir a carreira artística contra a vontade da família. Dormiu em estúdio de dança antes da fama.
Tina Turner: Sobreviveu a um relacionamento abusivo, recomeçou praticamente do zero e depois alcançou sucesso mundial.
Silvio Santos: Foi camelô antes de construir um dos maiores grupos de comunicação do Brasil.
Walt Disney: Faliu, foi demitido por “falta de criatividade” e teve diversos fracassos antes da criação da The Walt Disney Company.
Steve Jobs: Foi demitido da própria empresa, a Apple, e depois voltou para transformá-la em uma das maiores do mundo.
Whindersson Nunes: Gravava vídeos com estrutura muito simples no interior do Piauí antes de se tornar um dos maiores criadores do país.
Taís Araújo: Enfrentou forte preconceito racial na televisão brasileira antes de consolidar protagonismo e prestígio.