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Roosevelt Vilela na mira da Polícia Federal

O órgão de investigação fez oitivas com testemunhas e tem convocado ex-servidores de administrações regionais para depor no caso que envolve o distrital

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Foto: Mayke Sena/ Jornal de Brasília/Cedoc
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Distrital sob suspeita

O deputado distrital Roosevelt Vilela (PSB/foto) está sendo investigado pela Polícia Federal por supostas irregularidades durante a campanha eleitoral de 2018. O órgão de investigação fez oitivas com testemunhas e tem convocado ex-servidores de administrações regionais para depor. Além de um possível caixa 2 de campanha, há a suspeita na PF de que o parlamentar chegou a supostamente utilizar cargos públicos nas administrações regionais para pagar salários de campanha.

Polícia Federal suspeita

Em ofício à Casa Civil, ainda sob o comando de Eumar Novacki, A PF chegou a solicitar todos os atos de nomeações e exonerações dos cargos vinculados às administrações regionais do Park Way, da Candangolândia e do Núcleo Bandeirante, de abril a dezembro de 2018 (o prazo contempla o período eleitoral).

Direito de resposta I

Em resposta à coluna, a assessoria do distrital afirmou que o parlamentar “está ciente” da investigação e que trata-se de “uma informação anônima e caluniosa”. Por meio de nota, o distrital disse que não chegou a ser indiciado, nem ouvido pela PF. “A Polícia Federal está fazendo o seu papel legítimo de investigar e buscar a verdade”, enfatizou.

Direito de resposta II

O gabinete também informou que o “deputado alcançou votação importante em diversas Regiões Administrativas, não havendo uma região determinante”. “Roosevelt Vilela foi eleito distrital de forma transparente e justa como o pleito deve ser e suas contas foram aprovadas junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE)”, concluiu.

Em segunda resposta, a assessoria de imprensa negou que o parlamentar seja o foco da investigação.

Gestão privada

A intenção do Buriti em conceder à iniciativa privada a gestão da Rodoviária do Plano Piloto, sob a forma de PPP ou concessão pura e simples, elevou o interesse de um grupo privado que já procurou o governo para “abrir diálogo”. No Buriti, se fala na ideia de promover conversas iniciais com outros conglomerados (mais um ou dois) antes de lançar o edital.

União com força

O prazo, porém, já está definido. O objetivo será lançar o edital ainda este ano. O projeto também deve unir diversas pastas do governo. Dentre elas, as secretarias de Transporte e Mobilidade, Projetos Especiais e Desenvolvimento Econômico.

PPPs no forno

Para solucionar o problema dos restaurantes comunitários, que se encontram fechados, a Secretaria de Projetos Especiais, comandada por Everardo Gueiros, procura implementar o modelo de PPPs para que os locais voltem a funcionar. Dentro do Buriti, técnicos já correm para lançar o edital em até 15 dias.

Gestão compartilhada

A gestão do Centro Administrativo Vivencial e Esporte (Cave), no Guará, também deve funcionar com o mesmo modelo (de PPP). A ideia será lançar a licitação em até 30 dias.

A agenda Coutinho I

Secretário Ruy Coutinho Foto: Divulgação/Fecomércio

O secretário do Desenvolvimento Economico, Ruy Coutinho (foto), trabalha com uma agenda voltada para a retirada do Estado da economia do DF. A aproximação tem sido feita com a equipe economica do ministro Paulo Guedes, que tem dado suporte, principalmente por meio do BNDES, à política de desestatização.

A agenda Coutinho II

Já foi dada a partida, por exemplo, à privatização da CEB. Na próxima semana, começam as negociações em torno da CAESB e do Metrô. O desejo, no entanto, pode esbarrar numa ‘consulta ao Legislativo’, que deve ser cobrada.

De olhos abertos

A coluna esteve na audiência na UnB ontem, que tratava sobre as escolas militarizadas. O GDF optou por não enviar representantes oficiais. Mesmo sendo aberto ao público, ao menos, dois integrantes da Polícia Militar à paisana (sem o fardamento) acompanhavam os discursos da plateia. Questionado se havia enviado “policiais à paisana”, a Secretaria de Segurança Pública, evitou responder.

Estudos preliminares

Os federais Professor Israel (PV), Tabata Amaral (PDT-SP), Felipe Rigoni (PSB-ES) e o senador Reguffe (Sem partido) formaram um grupo de trabalho para analisar os vetos presidenciais que entrarão na pauta na próxima semana. A primeira conversa foi feita durante um almoço no restaurante da Câmara Federal. Uma nova rodada de conversas deve ser feita antes da terça (27), quando haverá a sessão do Congresso.

Disputas partidárias

O PTB local foi um dos partidos que mais recebeu adesões em 2019. O aumento foi de 5,15% e fez com que a legenda chegasse a ocupar a 11ª posição entre os que possuem mais filiados no DF. Mesmo longe do topo, o PTB apresenta progressos sob o comando da distrital Jaqueline Silva. Outros quatro partidos (PT, PSL, PRB e PV) não diminuíram. O resto, caiu.


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