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Professor M.

Os predadores organizacionais da inovação.

Não se engane, os predadores organizacionais da inovação existem, e ameaçam constantemente os inovadores, empreendedores e intraempreendedores.

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A edição de 2018 da pesquisa “Barômetro de Inovação Global” realizada pela General Eletrics (GE) com mais de dois mil executivos de 20 países, entre vários questionamentos, perguntou sobre os desafios de inovar nas organizações.

O maior desafio apontado pela maioria dos entrevistados foi a falta de mão de obra qualificada e especializada em inovação, bem como a dificuldade em formar equipes e times com competências para inovar.

Desenvolver atitudes inovadoras em funcionários e (ou) servidores pode ser um processo lento e requer boa dose de planejamento, investimento e persistência da organização. Não existe fórmula mágica para isso!

Despertar e fortalecer pessoas dispostas a mudar e se reinventar, a adotarem comportamentos novos, colaborativos e proativos, a serem protagonistas da mudança e da evolução pessoal e organizacional, deve ser um esforço contínuo e obstinado da organização.

Além de lidarmos com a escassez de inovadores nas organizações, ainda temos que conviver com pessoas que não contribuem com os inovadores, com os processos de inovação e a cultura de inovar. Eu os chamo de “predadores organizacionais”.

Os predadores organizacionais estão presentes e materializados por pessoas com características bastante peculiares, com atitudes desfavoráveis ao progresso, desenvolvimento e evolução da inovação.

6º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria.

Tipos de predadores organizacionais

Esses seres prejudiciais ao futuro organizacional agem para anular os inovadores e suas energias essenciais: questionar, associar, visionar, experimentar, agregar, colaborar, arriscar, transformar e liderar.

É bom saber quem são esses seres e suas características:

1. Resisteraptus. Pessoa que procura deixar as coisas como elas estão, utilizando esforços e recursos para manter o status quo de produtos, serviços e processos. Propenso à lentidão nas mudanças; fala que precisa mudar, mas reluta em mudar e, quando o faz, com oposição. Seu objetivo é “resistir” à inovação enquanto puder.

2. Stoptecus. Aquele que sempre intervém com o objetivo de “parar” a inovação, dificultar as mudanças e cessar o movimento de transformação. Avesso a novidades, fica estacionado, emperrado e paralisado no tempo. Sempre muito apegado ao conhecimento que conseguiu no passado para realizar as tarefas do presente. Possui aversão aos seres inovadores.

3. Rasossauro. Este se apresenta como conhecedor de vários assuntos, principalmente os temas de destaque do momento. Contudo, não possui experiência e vivência nos temas, e seu conhecimento é superficial e “raso”. Às vezes se transveste de “papagaio de pirata”, apenas repetindo o que leu e ouviu. Seu objetivo é demonstrar que tem mais sabedoria que os outros, procurando superar e deixar os inovadores verdadeiros em segundo plano.

4. Sugaréx. Ente organizacional que se movimenta furtivamente nas salas, corredores e espaços da organização, fazendo-se quase que imperceptível aos olhos de observadores desatentos. Costuma se posicionar estrategicamente como colaborativo, agregador e confiável. Quando menos se espera, “suga” as ideias e iniciativas dos inovadores, com o objetivo de se beneficiar dos créditos e se apropriar de ganhos profissionais.

5. Oportuniraptor. Sempre à espreita em corredores, salas e auditórios, rastreando os inovadores, à procura de oportunidades de surrupiar e plagiar novas ideias. Se caracteriza pelo mínimo esforço em desenvolver novos produtos, serviços, processos, modelos e estratégias de negócios; o verdadeiro ser “oportunista”. Seu objetivo é aproveitar as ocasiões e circunstâncias em benefício próprio, claro, com a inovação alheia.

Essas pessoas são extremamente danosas à inovação e às pessoas inovadoras pois, canibalizam as relações cooperativas, obstruem o senso coletivo, propagam o pernicioso individualismo, pervertem o sentido de grupo, quebram o ciclo criativo, interrompem o processo inventivo, desestimulam a quebra de paradigmas e afugentam os verdadeiros criativos.

No próximo bate papo falaremos sobre os antídotos e métodos para combater os predadores organizacionais da inovação.

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Prof. Manfrim, L. R.

Compulsivo em Administração (Bacharel). Obcecado em Gestão de Negócios (Especialização). Fanático em Gestão Estratégica (Mestrado). Consultor pertinente, Professor apaixonado, Inovador resiliente e Empreendedor maker.

Explorador de skills em Gestão de Projetos, Pessoas e Educacional, Marketing, Visão Sistêmica, Holística e Conectiva, Inteligência Competitiva, Design de Negócios, Criatividade, Inovação e Empreendedorismo.

Navegador atual nos mares do Banco do Brasil e UDF/Cruzeiro do Sul. Já cruzou os oceanos do IMESB-SP, Nossa Caixa Nosso Banco (NCNB) e Cia Paulista de Força e Luz (CPFL).

Freelance em atividades com a Microlins SP, Sebrae DF e GDF – Governo do Distrito Federal.

Contato para palestras, conferências, eventos, mentorias e avaliação de pitchs: [email protected]

Linkedin – Prof. Manfrim

Currículo Lattes – Prof. Manfrim

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