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Professor M.

No jardim da Inovação, nem tudo são flores!

Aquelas lindas flores chamadas Inovação no Jardim das Organizações precisam de jardineiros que as reguem e cuidem da terra para que continuem florescendo.



A primeira edição da pesquisa Brazil Innovation Survey realizada no 1º semestre de 2018 pela ACE, que investigou sobre os desafios, as dores e o dia a dia dos profissionais de inovação organizacional no Brasil, mostrou que o principal desafio dos inovadores é lidar com a “cultura da inovação”.

Cultura da Inovação são às crenças, hábitos, manifestações, histórias, símbolos, comportamentos, ambientes, processos e conhecimentos organizacionais e pessoais com a intencionalidade de tornar ideias em realidade (produtos, serviços, processos, ferramentas, técnicas e tecnologia), que transformem ou contribuam para a evolução das organizações, pessoas e (ou) sociedade.

A Cultura da Inovação não envolve apenas criar coisas novas, contempla também a evolução dos produtos, serviços, processos, ferramentas, técnicas e tecnologias atuais e existentes.

“Novo” não é sinônimo de Inovação.

Não podemos incorrer no erro de considerar Inovação apenas o que é novidade, inédito ou que nunca existiu. Apelidar inovações de “Unicórnio” é positivo no sentido de ilustrar uma ideia disruptiva, mas tem seus riscos e efeitos colaterais.

As pessoas podem se sentir inibidas a inovar por conta da figura mitológica do Unicórnio, onde apenas outros seres místicos convivem com ele em um mundo mágico. Podem ser induzidas a pensar que inovar é algo dificilmente atingível, que é para iluminados, magos, escolhidos e excepcionais, que é para outros seres míticos, não para pessoas comuns.

Melhorias, evoluções, transformações, progressos, avanços, aperfeiçoamentos, aprimoramentos e conexões também devem ser consideradas inovação. E, nesse sentido, todos podemos ser inovadores, sem exceção!

Adubando a Cultura da Inovação.

Considerando que todos podemos ser os jardineiros no terreno organizacional, alguns aspectos são importantes no cultivo diário da inovação. Cultivar significa cuidar para que seja mantido ou mantida uma planta, incluindo o preparo e manutenção da terra.

Assim, cultivar a inovação envolve manter e preparar o ambiente organizacional para que ela cresça e se multiplique. Vejamos algumas dicas:

– A cultura da inovação tem que sair do discurso e ganhar os corredores e salas da organização. Precisa contagiar todas as áreas e espaços da organização;

– Integre e incentive a colaboração e cocriação entre inovação interna e externa à organização;

– Ouça os colaboradores, stakeholders e principalmente os funcionários/servidores independentemente da idade, sexo e nível hierárquico. A escuta ativa tem um grande poder no processo de inovação;

– Não crie feudos, ilhas ou territórios, mas sim um Universo organizacional de inovação. Inovar deve pertencer e ser de todos. Fuja da criação de cargos que denotem a função “inovação” ou “inovar”;

– A Tecnologia deve ser o meio e não o fim. É importantíssima! Ela é o veículo que conduz a muitas inovações;-

– Pesquisas indicam que inovações disruptivas levam de três e cinco anos para serem aplicadas. Tenha visão e perspectiva de médio e longo prazo com elas;

– Não se cria a cultura da inovação e a despacha para as áreas da organização. Viva ela no dia a dia, comece a compartilhar e criar ambientes abertos e condições democráticas à inovação;

– Concentre os programas organizacionais de inovação para não dispersar as iniciativas e as energias. Possuir muitos programas causam dispersão, desintegração e miopia da visão sistêmica;

– Por mais aberta que seja, as inovações precisam de estratégias objetivas e claras, como também de algum controle e medida dos resultados;

– Celebre as conquistas “coletivamente”, em grupo. Não existe nada mais frustrante que uma inovação cocriada, gerada em parceira, ser creditada à individualidade.

O mais importante, nunca esqueça de convidar o cliente, consumidor ou usuário a participar da ideação e desenvolvimento da inovação. A maioria das soluções dos problemas organizacionais, ou a indicação de novas oportunidades de negócio, é dada por eles. Basta ler os relatórios dos atendentes do SAC e do 0800.

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Prof. Manfrim, L. R.

Compulsivo em Administração (Bacharel). Obcecado em Gestão de Negócios (Especialização). Fanático em Gestão Estratégica (Mestrado). Consultor pertinente, Professor apaixonado, Inovador resiliente e Empreendedor maker.

Explorador de skills em Gestão de Projetos, Pessoas e Educacional, Marketing, Visão Sistêmica, Holística e Conectiva, Inteligência Competitiva, Design de Negócios, Criatividade, Inovação e Empreendedorismo.

Navegador atual nos mares do Banco do Brasil, UDF/UnicSul e mentoria a Startups. Já cruzei os oceanos do IMESB-SP, Nossa Caixa Nosso Banco – NCNB, Cia Paulista de Força e Luz – CPFL.

Linkedin – Prof. Manfrim

Currículo Lattes – Prof. Manfrim

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