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Coluna Marcelo Chaves

Lei Henry Borel, festa no Rio, médico artista e venda milionária

Por Marcelo Chaves 09/06/2021 9h00

EM BRASÍLIA

Ex-aluno do ex-presidente Michel Temer, que é professor de Direito Constitucional emérito, o advogado e professor Lázaro Gomes Júnior acaba de abrir um escritório de advocacia em Brasília. Trata-se da Gomes Advogados Associados. A sede fica localizada em Campo Grande com filiais em cidades como Cuiabá, Goiânia e São Paulo.

VENDA

As negociações para a venda da joalheria H.Stern estão adiantadas. A previsão é que a Vivara feche o negócio, milionário por sinal. A Vivara é avaliada em cerca de R$ 7,1 bilhões com 250 lojas no Brasil. Já a H.Stern comanda 150 lojas no Brasil e em capitais mundiais como Paris, Nova York e Londres.

JBR DO BEM

A coluna agradece aos empresários da capital Luis Eduardo Cruvinel e Bruno André pelas dezenas de cestas básicas enviadas esta semana para a sede do Jornal de Brasília, no SIG, para a campanha solidária do JBr do Bem, em favor de famílias carentes do DF e do Entorno.

MÉDICO ARTISTA

Brasiliense, com pouco mais de 37 anos, o médico anestesista Eddy Urquidi (foto) @eddyurquidi, vem inovando no cenário das artes na capital federal. Dentro da Medicina, ele conseguiu realizar um antigo desejo de expressar o seu cotidiano através da arte. Artista plástico autodidata, ele utiliza materiais reciclados de uso médico, como recipientes de remédios, para materializar a sua arte.

Médico Eddy Urquidi desenvolve a sua arte com materiais recicláveis de sua área de atuação

“Meu pai também era anestesista e costumava levar para casa tampas de medicamentos. Foi assim que comecei a criar. Faço esculturas, quadros e até luminárias. Acho importante levar um pouco da sustentabilidade para o ambiente hospitalar”, diz Eddy. Ele já participou de mostras no Hospital Anchieta e no Shopping Boulevard e já trabalha em uma próxima agendada para 2022.

GEMINIANOS

Quarta-feira de muitos cumprimentos para os aniversariantes do dia: jornalista Iain Semple, as empresárias Daniela Kniggendorf, Elany Leão, Marianna Peixoto e Isabela Naoum Marcilio, o arquiteto Antonio Henrique Sottovia, a publicitária Fabiana Salim, a tecnóloga Letícia Cunha e o empresário paulistano Marcelo Machado.

ANFITRIÃO

O embaixador italiano Francesco Azzarello abre hoje os salões da Embaixada da Itália, um dos prédios mais bonitos e elogiados da capital, para um encontro intimista. Na ocasião, será comemorado a assinatura do Memorando de Entendimento de Cooperação ENEL Brasil – Leonardo Brasil – Tim Brasil, seguido de almoço.

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INGLÊS

Como estratégia de negócios, a Cultura Inglesa está investindo pesado no fortalecimento de sua base de alunos adultos. Dentre as iniciativas que estão sendo executadas, a escola de inglês está lançando um curso com foco no ambiente profissional. A expectativa é aumentar em 20% a base de alunos adultos.

Advogada Isadora Campos fez festa intimista para celebrar um ano e meio da filha Maria Isabel no apê carioca da família

QUENTÃO

O Vila Jeri, complexo gastronômico inspirado na vila de Jericoacoara-CE, lança amanhã o Arraiá Pé na Areia. O projeto conta com quitutes juninos, decoração típica, apresentação de quadrilhas juninas, atrações musicais e muito mais. A casa promove hoje uma degustação do projeto para a imprensa e influenciadores digitais.

ESSÊNCIA

A grife francesa Yves Saint Laurent Beauté celebra o lançamento das fragrâncias Libre eau de parfum intense e Y eau de parfum, com uma intervenção urbana no Rio de Janeiro. Será hoje, das 19h às 22h. A projeção de vídeos de campanha e fotos da marca acontecerá na fachada do edifício 182, localizado em Humaitá, na Zona Sul.

LEI HENRY BOREL

Um projeto de lei de autoria da deputada Jaqueline Cassol (foto) está em tramitação na Câmara dos Deputados. Ele cria um plano nacional de enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes e endurece as penas para quem cometer o crime. O pedido de urgência entrou na pauta da sessão de ontem. Caso aprovada a proposta receberá o nome de Lei Henry Borel.

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O projeto é de autoria da deputada federal Jaqueline Cassol

“A violência contra a criança é uma realidade em nosso país, por isso nossa proposta envolve todos os setores da sociedade para que haja engajamento na causa. O Brasil ainda está em luto pelo caso do menino Henry. Não foi um caso isolado, muitos são os casos de denúncias de agressões”, disse a deputada que deu uma entrevista à coluna. Confira abaixo:

Qual a importância dessa lei?

Bom, acredito que quando uma criança vem ao mundo, o que qualquer ser humano decente deseja é que ela cresça saudável e por isso ficamos tão chocados quando sabemos de crimes como o cometido contra o menino Henry Borel. Infelizmente o caso dele não foi isolado. No ano passado o disque 100 recebeu mais de 95 mil denúncias de violência contra a criança e o adolescente, mesmo que nós já tenhamos o ECA e leis punitivas aos agressores.

O que percebi é que a simples majoração da pena, ainda que muito importante, não impede que novos casos aconteçam, até porque o autor de um crime nunca acredita que vai pagar por ele. Foi pensando nisso que elaborei uma proposta de enfrentamento, com medidas protetivas amplas e envolvimento da sociedade. Tive como modelo a Lei Maria da Penha, que revolucionou o enfrentamento à violência contra a mulher.

Meu projeto de lei 1.423/2021 vai além de uma homenagem póstuma ao Henry Borel, ele visa proteger, de fato, e evitar que novos casos aconteçam no nosso país. Precisamos de medidas protetivas eficazes e completas às crianças da mesma forma que a Lei Maria da Penha protege a mulher vítima de violência. É disso que o Brasil precisa: de um plano nacional de enfrentamento à violência infantil. O Brasil precisa de uma Lei Henry Borel.

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A senhora acha que crimes hediondos como o do garoto Henry serão evitados caso a lei seja sancionada?

É o que espero. Não posso afirmar que os casos vão zerar no Brasil, porque vai além da legislação. Porém, acredito que com mais conscientização e ações coordenadas poderemos, sim, evitar que crianças sofram agressões.

Qual o conselho que a senhora daria para pessoas que são vítimas de violência e para quem presencia esses crimes e abusos?

Denunciem. O Disque 100 é uma ferramenta séria e anônima que deve ser usada sem medo.

A senhora acredita que a lei será aprovada?

Acredito que sim. Os deputados estão sensíveis ao tema, há muitos projetos de lei que seguem a linha de aumento de penas. É uma causa que vai além de bandeiras partidárias, é uma questão de humanidade.

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A senhora teve contato com pai de Henry? Ficou muito comovida com esse crime?

Tive contato com ele depois que propus o projeto de lei. Eu não o conheço pessoalmente, e não tenho proximidade com a família, mas o caso me chocou. Pessoalmente, fiquei muito comovida, principalmente por ser mãe. Jamais vou conseguir mensurar a dor de perder um filho de uma forma tão cruel. É um absurdo tirar uma vida, ainda mais de uma criança indefesa. E naquele momento percebi que como representante dos brasileiros não poderia ficar de braços cruzados diante de uma barbárie como esta. Tenho consciência de que a aprovação dessa lei não vai acabar com o sofrimento da família do Henry, mas ao menos, espero, que evite que outras tantas passem pela mesma dor.

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Fotos: César Rebouças e Arquivo Pessoal






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