O Jornal de Brasília esteve no Alentejo, em Évora, Portugal, e foi recebido pela duquesa Diana de Cadaval no Paço Ducal de Évora, onde funciona o conjunto histórico que reúne palácio, igreja e a residência da família Cadaval.
Com mais de seis séculos de história, o Palácio Cadaval tem origem no século XIV e ocupa uma área privilegiada no centro histórico da cidade, ao lado do Templo Romano. Évora é classificada como Patrimônio Mundial pela UNESCO.
O complexo reflete a sobreposição de diferentes períodos da história. Parte da construção possui estruturas anteriores da ocupação moura, ainda visíveis em elementos preservados, como cisternas de água integradas ao conjunto. Na igreja, é possível observar essas estruturas por meio de aberturas existentes que revelam a profundidade do sistema original. O local é um dos mais visitados pelos inúmeros turistas que estão de passagem pela região.
Espaço preservado

O Paço Ducal, de arquitetura que chama a atenção pela imponência, abriga a Igreja de São João Evangelista, também conhecida como Igreja dos Lóios, do século XV, que segue em funcionamento religioso e pertence à família Cadaval.
No interior, há áreas de sepultamento associadas à linhagem dos Cadaval, preservadas de forma discreta, com exposição de ossadas existentes no local. Uma das áreas mais impressionantes do complexo.
Fechado por 150 anos, foi recuperado por Diana, ao lado da mãe Claudine e da irmã Alexandra, e hoje está aberto à visitação. O espaço abriga o Museu do Paço Ducal de Évora, com acervo de peças de arte, documentos históricos e mobiliário.
Guardiã do legado da família
Diana é a atual 11.ª duquesa de Cadaval e uma figura central na preservação do patrimônio histórico de Évora. Além de gerir o Palácio dos Duques de Cadaval, é uma escritora dedicada à história da realeza portuguesa e de outros temas importantes.
Diana Álvares Pereira de Melo nasceu em Genebra, na Suíça, e formou-se em Comunicação Internacional em Paris. Como autora, destaca-se por obras que exploram a vida de rainhas e princesas de Portugal, como Eu, Maria Pia e Amor e Poder, além de um sobre Maria Antonieta.
Durante a visita, conduzida pela duquesa Diana, o percurso passou por salões históricos do piso nobre, com vista para o Templo Romano, além de torres medievais que hoje integram a experiência do espaço. O complexo também funciona como centro de arte e cultura, com galeria que recebe exposições internacionais.
A estrutura foi adaptada para eventos e conta com diferentes ambientes. A igreja recebe celebrações mais reservadas. Os salões do piso nobre mantêm a atmosfera histórica. Já os espaços externos, como pátios e claustros, têm capacidade para grandes eventos e recebem casamentos, festas e encontros culturais.
Livros sobre rainhas e palácios

Além da atuação à frente do palácio, a duquesa Diana também se dedica à escrita. Entre suas obras está Palácios e Casas Senhoriais de Portugal, que propõe uma leitura do patrimônio português a partir da experiência direta desses espaços, conectando passado e presente em uma narrativa acessível ao público.
“Quero convidar todos os nossos queridos amigos brasilienses a virem visitar o Palácio Cadaval em Évora. Nós estamos a uma hora e vinte minutos de Lisboa. Existem diversas maneiras de vir. Ônibus, carro, trem e aviões privados. É sempre um prazer e uma alegria receber os nossos amigos”, disse Diana.
“Tenho também muito gosto em apresentar o meu livro, que é um guia que reúne várias casas privadas e palácios reais de Portugal e do norte a sul do país, onde a pessoa pode de capítulo em capítulo descobrir estas casas, saber um pouco da sua história. Os livros podem ser adquiridos através do site palaciocadaval.com.”














