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Histórias da Bola

Quase freguês

Entre os grandes clubes paulistas, há um que não levou muito a sério os times candangos e escorregou feio: o Palmeiras

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O Verdão paulistano empatou com o Ceub e perdeu de Brasiliense e Gama, sendo que jamais venceu o alviverde candango em Campeonatos Brasileiros.

O primeiro time destas plagas e tirar ponto do Palmeiras foi o Ceub Esporte Clube, no dia 18 de maio de 1974, quando o Brasileirão era chamado por Campeoanto Nacional. O jogo terminou no 1 x 1, no velho Mané Garrincha que havia sido inaugurado naquela temporada, com o nome de Estádio Governador Hélio Prates da Silveira, em homenagem ao coronel que governava o DF, em tempos de ditadura militar.

Naquele dia, os palmeirenses abriram o placar, por Edu, as 12 minutos do primeiro tempo, tendo o Ceub, treinado por seu ex-meia Cláuidio Garcia,  chegado ao empate, aos 24 da etapa final, por Dílson, atuando com:    Édson (Norberto Mão-de-Onça); Luís Carlos, Pedro Pradera, Émerson Bragae Rildo; Alencar e Péricles; Dilson, Juraci, Dario (Gustavo) e Xisté.

Comandado por Oswaldo Brandão, o Palmeiras tinha time muito forte –  Sérgio; Eurico, Arouca, João Carlos e Zeca; Dudu e Jair Gonçalves; Edu, Fedato (Luís Carlos), Ronaldo e Nei -, mas passando por renovação, após ter sido bicampeão brasileiro-1972/73. Mesmo com tamanho cartaz, só 1.800 pagantes foram vê-lo, gastando Cr$ 23 mil, 256 cruzeiros (moeda da época). A arbtrragem foi do carioca Arnaldo César Coelho.

Mais recentemente, a vitória do Brasiliense sobre os palmeirenses aconteceu no 27 de agoto de 2005, no Serejão, em Taguatinga, por 3 x 2, pelo Campeonato Brasileiro Série A.

Daquela vez, com o paranaense Héber Roberto Lopes apitando, mais gente compareceu ao estádio – 17.323 pagantes – e mais grana –  R$ 62.809,00 reais – pintou no cofrinho.

O Jacaré não tomou conhecimento do cartaz do visitante e abriu 2 x 0 de frente, por Igor, com três minutos de bola rolandas, e por Alex Oliveira, aos 29. Aos 41, o Verdão paulista reduziu a vergonha, por Daniel. No entanto, aos  46, par anão deixar a boa vantagem escapar, Igor fez Jaca 3 x 1. Aos 44 do segundo tempo, o Palmeiras fez o seu segundo tento, por Marcinho.

Treinado por Joel Sanana, o BRASILIENSE alinhou: Eduardo; Dida (Robston), André Turatto, Régis e Márcio Careca; Deda, Vampeta, Pituca, Alex Oliveira e Iranildo (Tiano) (Joãozinho) e Igor. O PALMEIRAS, tendo por técnico o seu ex-goleiro Emerson Leão, mandou a campo: Sérgio:  Corrêa (Baiano), Daniel, Gamarra e Michael; Roger, Marcinho Guerreiro, Juninho Paulista (Washington), Marcinho e Pedrinho (Alceu) e Gioino.  

Mas o Palmeiras já fez estrago, também, em redes candangas. Mandou 4 x 0 Brasília, em 12 de fevereiro de 1984, pelo Campeoanto Brasileiro-2005, jogando no Morumbi, em São Paulo, e 5 x 0 Gama, no 31 de março der 199, pela Copa do Brasil, no Parque Antártica, a sua antiga casa paulistana, já demolida.

O modesto Brasília não tinha a menor chance de vencer o fortíssimo Palmeiras – Leão; Ditinho, Luís Pereira (Márcio), Vágner e Carlão; Rocha, Jorginho (Hélio) e Cléo; Robertinho, Reinaldo e Aragonés, treinados por Carlos Alberto Silva -, com tado com um  time dirigido por um ex-motorista da Kombi do clube, Mozair Barbosa, formado por jogadores desconhecidos fora do DF –   Sidne; Ricardo, Kidão, Iranil e Zenildo; Marco Antônio, Zé Carlos e Brecha (César); Santos, Cássio e Kleber (Nei).

O paranaense Afonso Vítor de Oliveira, que expulsou o candango Marco Antônio, apitou aquele jogo, assistido por 8.729 pagantes, com grana de  Cr$ 10.772.900,00 antigos cruzeiros e gols marcados por Reinaldo, aos  23; Jorginho, aos 31 e aos 45,  e por Vágner, de pênalti, aos 34 da etapa final.

Já o duelo Gama x Palmeiras será assunto para uma outra coluna. Você leraá sobre: 22.08.1999 – Gama 2 x 0;  13.09. 2000 – Gama 2 x 0; 19.09.2001 – Gama 1 x 1; 07.09.2002 – Gama 2 x 2 e 13.09.2003 – Gama 2 x 2, este pelo Brasileiro da  Série B.


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