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Juninho Milão

Ele marcou o milésimo gol do Vasco da Gama em Campeonatos Brasileiros

Osvaldo Giroldo Júnior, o Juninho Paulista, é o autor do “Gol Mil” do Vasco da Gama em Campeonatos Brasileiros. Do 28 de novembro de 2000, diante do Bahia, em uma terça-feira, em São Januário.

O jogo estava no segundo tempo, quando o destino presenteou Juninho Paulista, aos 29 minutos, diante de 17 mil, 332 pagantes que gastaram 52 mil e 700 cruzeiros, a moeda da época – placar final Vasco 3 x 2, com time treinado por Oswaldo de Oliveira e formando com Hélton; Clébson, Odvan, Júnior Baiano e Jorginho Paulista; Jorginho Amorim (Nasa), Paulo Miranda, Juninho Pernbambucano e Juninho Paulista; Euller (Pedrinho) e Romário (Viola).O jogo rendeu 52 mil e 700 e teve 17 mil, 332 pagantes – vinte dias antes, o São Paulo FC havia sido o primeiro a milará, copm 4 x 3 Sport-PE

Baixinho – 1,65 c, de altura -, Juninho Paulista era habilidoso, mas nunca fora um matador. Chegou ao Vasco levando em sua conta só 32 gols pelos três times que defendera, Ituano, São Paulo e Middlesbrough-ING. Saiu da esquadra do “Almirante” com a contribuição de 13 tentos, em 47 compromissos.

A história de Juninho Paulista, que ganhou este apelido porque já havia em São Januário um xará, bem mais alto, de 1m79cm, e que passou a ser Juninho Pernambucano – Antônio Augusto Ribeiro Reis Júnior, nascido em 30 de janeiro de 1975, em Recife, com duas passagens pelo clube, entre 1995/2001 e de 2011 a 212, totalizando 161 jogos e 37 gols. Cria do paulista Ituano FC, Juninho Giroldo teve uma história interessante. Foi descoberto, durante um jogo-treino daquele clube contra um time peladeiro de São Caetano-SP, chamado Barcelona, em 1990. Ao final do jogo, o técnico Zé Rubens procurou saber quem era aquele garoto magrinho, com canelas finas, rápido e que arrancava fulminante rumo ao gol. Ficou sabendo que tinha 16 anos de idade e jogava futebol de salão pelo time do GM, também de São Caetano. Jogava! Pouco depois e rapidamente, Juninho já trocava os juvenis pelos juniores do Ituano.

Filho de pais classe média, sem a necessidade da ajuda do clube para treinar, Juninho profissionalizou-se, em 1992, com o treinador Arthur Neto. Em 1993, titular, fez 10 gols, em 30 jogos e, em maio, foi levado pelo São Paulo. Antes, ao final de 1992, seu pai o levara ao Centro de Treinamentos do Tricolor do Morumbi e pedira ao preparador físico Moracy Sant´Anna e ao fisiologista Turíbio Leite de Barros para fazerem um fortalecimento muscular no garoto, já que os craques são-paulinos entrariam em férias.

No São Paulo, Juninho chegou a disputar dois jogos, em uma mesma noite, por duas disputas diferentes: SP 3 x 1 Cristal-PER, pela Copa Conmebol, e SP 3 x 1 Grêmio-RS, pelo Brasileirão-1993 – entrou no segundo tempo de ambas.

Nascido em 22 de fevereiro de 1973, em São Paulo, Juninho Paulista, certa vez, ajudou o Vasco a explodir uma autêntica bomba atômica pra cima do Palmeiras. Era noite da quarta-feira 20 de dezembro de 2000, quando ele fez uma de suas melhores apresentações com a jaqueta cruzmaltina. Decidia-se a Copa Mercosul, no Parque Antárctica, o demolido estádio palmeirense, e o anfitrião mandava 3 x 0, no primeiro tempo. Sob as vistas de 29 mil 993 pagantes, Juninho, na etapa final, deixou um gol e sofreu pênalti, para Romário (que fez mais dois) botar no filó. Naquela noite, o time que fora dirigido, em toda a competição, pelo demitido Oswaldo de Oliveira, estava sob o comando de Joel Santana, e teve: Hélton; Clébson, Odvan, Júnior Baiano e Jorginho Paulista; Nasa (Viola), Jorginho Amorim (Paulo Miranda), Juninho Paulistas e Juninho Pernambucano; Euller (Mauro Galvão) e Romário.

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Aquele era o primeiro caneco carregado por Juninho Paulista, como cruzmaltino. O segundo foi o título da Copa João Havelange, o Campeonato Brasileiro-2000, decidido na tarde da quinta-feira em 18 de janeiro de 2001, no Maracanã, diante de 60 mil pagantes. Ele marcou um dos gols dos 3 x 1, sobre o São Caetano, com Juninho Pernambucano e Romário também comparecendo às redes. O time? Hélton; Clébson, Odvan, Júnior Baiano e Jorginho Paulista; Nasa, Jorginho Amorim (Henrique), Juninho Pernambucano (Paulo Miranda) e Juninho Paulista (Pedrinho); Euller e Romário.

Além de ter sido penta na Copa do Mundo 2002, Juninho Paulitas ajudou a Seleção Brasileira a carregar mais dois canecos, os das Copas Stanley Rous-1995 e das Confederações-1997. Ele totalizou 52 jogos do selecionado principal, vencendo 42, empatando cinco e perdendo outros cinco. Marcou seis gols. Pela seleção olímpica, foram 17 partidas, com 12, vitórias, três empates, duas quedas e cinco bolas no filó.






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