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Histórias da Bola

Joãozinho, o maior dos matadores

Autor da insuperável marca de 25 gols em um Candangão, o matador se foi

Por Gustavo Mariani 13/04/2021 1h35
Foto: Reprodução

O Brasileirão tipo Série Bezona corria, em 1986, e Joãozinho fazia gols de todos os jeitos. Chegou, rápido, aos 11. Logo, falou-se que o Internacional-RS o queria. Com os 16 tentos do Campeonato Candango, já eram 26 na temporada. Não havia “matador” matando tanto por aí. Resultado: terminou na Seleção Brasileira de Novos, que representou o futebol brazuca no Sul-Americano, disputado no Chile.

Comandada por Jair Pereira, o time canarinho de Joãozinho o teve, a princípio, por titular e esta base: Rafael; Polaco, Everaldo, Henrique (Marcão) e Dida (Élcio); Dunga, Renê e Gilmar Popoca; Mauricinho (Edson), Joãozinho (Marlon) (Wallace) e Carlos Alberto. Joãozinho atuou em (25.11.1986) Brasil 1 x 1 Paraguai e em (06.12) Brasil 1 x 0 Chile, que valeu a medalha de bronze e vaga nos Jogos Pan-Americanos.

No futebol brasiliense, Joãozinho, depois das peladas de Padre Bernardo, onde nasceu (19.07196), de Brazlândia, foi para o Ceilândia Esporte Clube, que o profissionalizou e o estreou (15.05.1983) e o teve por mais uma temporada, totalizando 11 gols. Na seguinte, o Taguatinga entrou em sua vida e ele respondeu a confiança com sete bolas na rede.

Do Taguá, Joãozinho foi para o sergipano Confiança e, depois, para o Bahia, para ser campeão estadual pelo Tricolor de Aço-1987. Em 1988, viveria o futebol internacional, vi o Salonica, Grécia. Voltou ao Taguatinga, marcou mais 14 trentos e, em 1989, ganhou o seu primeiro Campeonato Candango. Com participação assegurada no Brasileirão, foi autor de seis gols.

Em 1991, Joãozinho integrou o time candango que disputou o Brasileiro de Seleções, mas fez poucos gols pelo Águia, só três. Mas, em 1992, levou o tri e estabeleceu o recorde de gols do Candangão, 25.

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Uma máquina de fazer gols, era o Joãozinho do Taguatinga. Em novo titulo, o de 1993, deixou 16 bolas na rede, número fascinante para o alemão Oldenburg leva-lo para a Segunda Divisão do país.

Mais uma vez, voltou ao Taguá. Jogou o Brasileiro-1994 e marcou cinco gols. No entanto, mais do que dobrou o número, em 1995, escrevendo 12 nos placares e se despedindo da camisa azul do Águia.

Durante a década-1990, Joãozinho foi cartola e jogador do Brazlândia. Inclusive, matéria nacional na TV Globo, como primeiro presidente a marcar um gol cobrando pênalti. Dizia antigo ditado folclórico dos goleiros: “Pênalti é coisa tão importante que só o presidente do clube deveria bater.” E ele era presidente e centroavante do Brazlândia.

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Com o século 19 terminando, Joãozinho foi o maior “matador” das duas divisões da temporada candanga: Com 12 gols, pelo Brazlândia, na série principal, e com oito, na
Segundona, pelo Comercial, feitos em semestres distintos. Pelo Brazlândia, na Série A-DF, o seu último gol foi no (13.02.2000) 1 x 1 Sobradinho, no Estádio Augustinho Lima. Pela Segundona, em (17.08.2003) Sobradinho 2 x 0 Planaltinense, aos 43 de idade. Por último últimão, em (30.08) 4 x 1 Brasília; 3 x 1 Bosque (06.09) e 4 x 0 Planaltinense (28.09), ajudando o Leão da Serra a voltar par aa Primeira Divisão.

Pai de cinco filhos, com 53 de idade, João Jerônimo de Moura, o Joãozinho, a partir de hoje, tornou-se uma pessoa espiritual, deixando por este planeta cinco filhos para contar as suas histórias. Valeu, Joãozinho!

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