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Histórias da Bola

Fuxico flavelênico

Em 1949, o Vasco da Gama estava entregue ao treinador Flávio Costa e recebeu o reforço do centroavante Heleno de Freitas

Willian Matos

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A temporada-1949 foi mágica para o Vasco da Gama. Campeão carioca, invicto, com 18 vitórias e dois empates, marcou 84 gols, com média 4,2 por partida. Não teve adversários. Tanto que goleou quem pintou na reta e terminou o Estadual sete pontos à frente do segundo colocado.

 No total de 48 pugnas, de janeiro a dezembro, escorregou só em dois amistosos, um deles diante do interiorano Mogi Mirim-SP.

O grupo estava entregue ao treinador Flávio Costa e recebeu o reforço do centroavante Heleno de Freitas (foto (D), ao lado de Mário), ficando o time-base assim formado: Moacir Barbosa, Augusto da Costa  e Sampaio (Wilson Capão); Ely do Amparo, Danilo Alvim e Ipojucan (Alfredo); Nestor, Maneca, Heleno, Ademir Menezes e Mário (Chico).

  Heleno contribui com 10 dos 84 gols marcados pela rapaziada – no total, 19, entre jogos oficiais e amistosos, em 24 atuações. Ficou campeão carioca, pela primeira vez, embora tivesse vivido grandes fases com a camisa do Botafogo, que o consagrou – 204 gols, em 233 partidas, entre 1940 a 1948, além de 18 confrontos e 15 gols para a Seleção Brasileira, tendo sido campeão das Copas Roca-1945 e Rio Branco-1947.

Rola a bola e Heleno deixa o Vasco, em 1950, para defender o colombiano Júnior, de Barranquilla. Antes de ir, declara: “Parto…porque Flávio Costa assim quis. Não havia mais ambiente para mim… e, por este motivo, nada mais me resta, a não ser seguir  este destino ingrato. Devo isso a Flávio Costa”.        

   Além disso, Heleno sugeriu a Oto Glória, o auxiliar técnico de Flávio, tomar cuidado com o seu desafeto, afirmando que o tal não o deixaria progredir em São Januário. 

Se Heleno estava, ou não, com a razão, o certo foi que, depois da saía dele, Flávio brigou com o presidente vascaíno, Cyro Aranha, e caiu fora do emprego que mantinha, desde 1947. Mas voltou, em 1953, pra ficar até 1956

De sua parte, Heleno de Freitas, ao voltar da Colômbia, jogou em mais dois clubes, Santos e América, entre 1951 e 1953. E terminou em um manicômio do interior de Minas Gerais.     


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