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Histórias da Bola

Bocão nas bocas

Por onde anda o atleta que marcou o primeiro gol no Novo Mané Garrincha? Ninguém sabe

Gustavo Mariani

Publicado

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Tinha de ser! A história desse ditado popular rolou durante a inauguração da casa candanga para a Copa do Mundo-2014, batizada por Estádio Nacional Mané Garrincha.

Aconteceu durante a tarde de 18 de maio de 2013, quando Brasiliense e Brasília decidiam o título do Candangão. Um carinha, batizado e registrado por Jonathan, primeirou no reconstruído estádio, aos 4 minutos do segundo tempo, quando invadiu a área brasilêra e bateu forte na pelota, rumo um dos cantos da baliza que fica do lado norte do “Novo Mané”, como passou a ser referido.

É por aqui que entra o tinha de ser. Antes, Bocão já havia bolado o filó, na etapa inicial, mas o juiz Rodrigo Raposo errou e anulou o tento, levando Márcio Fernandes, o treinador do Jaca, a invadir o gramado, partir pro xingamento e ser expulso do recinto –primeirão, também.

Além de ter inaugurado as redes do “Novo Mané”, o glorioso Bocão abriu caminho para o Brasiliense se igualar ao Brasília, em números de Candangões em sua conta: oito, com os 3 x 0 daquela tarde – Washington, aos 34, e Romarinho (filho do tetracampeão mundial e Romário Farias), aos 47 da mesma segunda etapa, completaram o placar.

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O lateral Bocão beliscou entrada na história, mas um outro fato dividiu com o dele as “inuzitações” da hora. Quando ia entrando em campo, Romarinho atendeu chamada telefônica, em seu celular. Mas não era do seu pai, que estava assistindo à partida, mas do treinador Márcio Fernandes – a TV mostrou e bombou. Mais um acontecimento de primeira vez.

Para ser campeão, o Brasiliense alinhou: Welder; Bocão, Fábio Braz, Luan e Jefferson; Júlio Bastos, Baiano, Everton (Luís Augusto) e Iranildo (Peninha); Gizo (Romarinho) e Washington. Treinado por Gauchinho, o Brasília teve: Marcão; Bruno Paraíba, Miltão, Danilo e Kaká; Marciel, Alison (Paulinho), Vitinha (Júnior) e Valdeir (Matozinho), Luquinha e Giba.

Campanha do Jaca: turno ( Taça JK) – 0 x 2 Brasília; 2 x 0 Brazlândia; 1 x 0 Capital; 1 x 1 Gama; 0 x 0 Ceilândia; 1 x 0 Ceilandense. Semifinal: 0 x 0 Gama. Finais: 1 x 3 Brasília; 1 x 0 Brasília. Returno (Taça Mané Garrincha) – 2 x 0 Legião; 3 x 0 Botafogo-DF; 1 x 0 Sobradinho; 1 x 0 Unaí; 1 x 0 Luziânia. Semifinal: 0 x 0 Ceilandense. Finais: 1 x 1 Ceilândia; 2 x 0 Ceilândia. Finalíssimas: 1 x 0 Brasília; 32 x 0 Brasília.

Antes da inauguração na bola, à tarde, a presidente da república, Dilma Rousseff, havia estado no estádio, pela manhã, participando de solenidade política. Acompanhada por quatro crianças e pelo governador do DF, Agnelo Queiroz, do Partido dos Trabalhadores-PT, ela faria o primeiro chute oficial de uma gorduchinha na casa reinaugurada, mas um dos garotos não resistiu vê-la parada no meio do gramado e mandou-lhe o sapato.

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Inaugurado, em 1974, o estádio teve, inicialmente, o nome de um coronel que governava o DF, o gaúcho Hélio Prates da Silveira. A troca por Mané Garrincha partiu de pedido da Associação Brasiliense de Cronistas Esportivos-ABCD, ao governador José Ornellas, apoiando sugestão de coluna assinada por este escriba, pelos inícios da década-1980, no Jornal de Brasília.




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