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Histórias da Bola

Bicho mordedor

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Surgido, em 1º de agosto de 2000, quando o ex-senador Luís Estevão comprou a razão social de um time de futebol da loja Móveis Atlântida, o Brasiliense Futebol Clube teve subida meteórica no futebol.

No mesmo ano de surgimento, ganhou o Campeonato Brasilense da Segunda Divisão, com 9 vitórias, 5 empates e uma derrota, esta para o 26 FC, por 0 x 1, no Mané Garrincha, em 26.10. Marcou 35 e sofreu 10 gols. A estreia foi com 2 x 0 Samambaia, em 07.10, no campo das Metropoliana. Naquela “Segundona-DF”, mandou 8 x 0 Valparaíso-GO, a sua segunda maior pancada histórica, rolada no Estádio Serra do Lago, em Luziânia-GO, em 11.11.

Em 2001, foi vice da Série A-DF, batido nas finais, pelo Gama, por 3 x 2 e 2 x 1. Em 22 jogos, foram 13 vitórias, 4 empates, 5 derrotas, 36 gols pró e 19 contra. Estreou na Série C do Brasileirão, ficando em 5º lugar, com 11 vitórias, dois empates e três derrotas, em 16 partidas, marcando 35 e sofrendo 17 tentos. Na época, trouxe, do Flamengo, o primeiro ídolo de sua torcida, o meia Iranildo, o “Chucu”, que passou, também, pelo Botafogo. E atletas emprestados por Vasco, Santos, Internacional e Botafogo, formando um time tendo por base Alex, Wellington, Elson, Alan, Juninho, Batista, Sidney, Otávio, Gustavo, Rodrigo e Ciro.

Foi em 2002, no entanto, que o “Jacaré do Papo Amarelo”, surpreendeu o país. Finalista da Copa Brasil, contra o Corinthians, deixou para trás Fluminense e Atlético-MG. Até hoje a sua torcida chora os dois erros de arbitragem, de Carlos Simon-RS, que derrubaram a rapaziada – 1 x 2 no jogo de ida, em São Paulo, e 1 x 1, na volta, no Serejão. Totalizou 17 pegas, com 7 vitórias, três empates e duas quedas. Mandou 18 e levou 9 bolas nas redes.

Mas não ficaria só nisso. O “Jaca” foi campeão brasileiro da Série C, com 11 vitórias, cinco empates e duas quedas. Foram 36 gols dele e 17 dos adversários. Só escorregou no Candangão: 3º lugar, com quatro vitórias, dois empates e quatro derrotas. Fez 16 e chorou 12 bolas na caçapa. Também, estreou no Campeonato Centro-Oeste, obtendo o 5º lugar, em 14 prélios, com 5 vitórias, um empate e 8 derrotas. Marcou 22 e sofreu 18 pipocas no filó.

O time do ano teve o atacante Weldon sendo o artilheiro da temporada candanga, emprestado pelo Santos. Mas o “cara” foi o meia Wellington Dias, buscado no futebol goiano – Donizete, Carioca, Aldo, Leonardo, Marcelo, Evandro “Chaveirinho”, Xavier, Maurício, Wellington Dias, Weldon e Valdeir “The Flash” eram a base.

Em 2003, o Brasiliense ficou devendo. Eliminado durante a segunda fase do Brasileirão da Série C – 29 jogos, 11 vitórias, 11 empates e 7 quedas, marcou 40 e sofreu 34 gols – , foi batido, pelo Gama, novamente, na decisão do Campeonato Brasiliense da Série A – 15 jogos, 9 vitórias, quatro empates, duas derrotas, 39 gols marcados e 14 sofridos.

O troco foi dado em 2004, com time dirigido por Mauro Fernandes e repleto de ex-gamenses. A equipe conquistou o seu primeiro título na bola candanga da elite, vencendo os dois turnos disputados, sem contestação: 10 vitórias, quatro empates, uma derrota, 38 gols pró e 12 contra. E o melhor: foi campeão da Série B do Brasileiro, encarando quadrangular final, contra Avaí-SC, Fortaleza-CE e Bahia-BA, no qual mandou 3 x 2, na Fonte Nova, em Salvador, em sua última partida.

Na primeira fase, após 23 jogos, o “Jaca” avisou que queria mais, somando 46 pontos, contra 45 do Náutico-PE; 43 do Bahia; 42 do Ituano-SP e 39 do Foretaleza-CE, os cinco primeiros. Ao final do total de s 34 jogos, apresentou o cartel de 18 vitórias, 9 empates e 7 quedas, marcando 54 e sofrendo 30 gols, tendo entre os principais “matadores” Val Baiano (11), Tiano (9), Igor (6), Iranildo (6) e Wellington Dias (5). A maior goelada foi 6 x 1 Clube do Remo-PA. Só foi mal na Copa do Brasil: uma vitória, três empates, 6 gols pró e três contra.

Em 2004, disputou, ainda, a Taça Brasília, ficando em terceiro lugar, em oito pugnas, vencendo quatro, empatando uma e caindo em três. Marcou 25 e amargou 11 gols.

A temprada-2004 marca mais: a maior dentada do Jacaré: 10 x 0 Dom Pedro II, em 15.05, pela Taça Brasília, no Rorizão, em Samambaia.

Com o caneco da “Segundona” em suas prateleiras, o “Jaca” tornou-se bi no Candangão-2005, e disputou o seu primeiro Brasileiro da Série A. Mas ficou em 22º lugar e voltou à Série B. Em 2006, chegou ao tri caseiro, por um 0 x 0 Gama, na final. Na “Bezona”, obteve a oitava colocação, e na Copa do Brasil não passou pelo Santos.

Em 2007, veio o tetracampeonato candango e mais uma boa participação na Copa do Brasil. Chegou às semifinais, quando foi eliminado pelo (campeão) Fluminense, por 2 x 4 e 1 x 1. Antes, havia tirado Barra-MT, Juventude-RS, Cruzeiro-MG e Ipatinga-MB. Na ‘Segundona’, foi o 9º colocado. Em 2008, chegou a um outro grande feito local: igualou-se ao Gama, com cinco títulos consecutivos no DF, mandando 4 x 0 no Esportivo Guará, na decisão. Mas fez uma fraca Série B do Brasileirão: 14º lugar.

A temporada-2009 foi de repeteco para o “Jacaré”. Hexacampeão candango, como 2 x 1 e 2 x 0 Brasília FC, nas finais, repetiu o 14º lugar da “Segundona” do Brasileiro e caiu na segunda fase da Copa do Brasil, tirado pelo Goiás. Em 2010, entrou em queda livre. Perdeu o título candango, para o Ceilândia e, na Copa do Brasil, foi eliminado pela Chapecoense-SC, que mandou-lhe 3 x 0 em Chapecó e 2 x 1 no Serejão. Na “Bezona”, o América-RN barrou-lhe o caminho.

Portanto, as 10 primeiras temporadas do “Jacaré” foram de muitas mordidas. As restantes serão tema para uma próxima coluna. Aguarde!.


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