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Richarlison revela depressão após a Copa e diz que pensou em jogar o carro contra um muro

Entrevista ao L’Équipe, da França, o jogador do Tottenham falou que “tudo de ruim aconteceu comigo naquele momento”

Marcondes Brito

13/04/2026 11h49

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O atacante da Seleção Brasileira e do Tottenham, Richarlison, em entrevista ao jornal francês L’Équipe, revelou um dos períodos mais difíceis de sua vida após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2022, no Catar. Segundo o jogador, a queda precoce no torneio foi o ponto de partida para uma crise profunda, marcada por problemas pessoais, profissionais e emocionais.

Richarlison contou que entrou em depressão logo depois do Mundial e enfrentou uma sequência de situações adversas. “Depois da Copa de 2022, caí em depressão. Tudo de ruim aconteceu comigo: a eliminação, a traição do meu agente, problemas familiares e dificuldades físicas. Durante um ano e meio, foi um golpe atrás do outro, todos os dias”, relatou.

O jogador descreveu a fase como um período de descontrole e sensação de fundo do poço. Em meio ao caos, afirmou que encontrou apoio importante para reorganizar a vida, tanto no campo pessoal quanto profissional. “Parecia um buraco sem fim. Foi quando conheci um advogado honesto que colocou minhas coisas em ordem”, disse.

O atacante também destacou o papel fundamental do acompanhamento psicológico na sua recuperação. “Trabalhei com um psicólogo e isso mudou a minha vida. Além disso, conheci minha esposa”, afirmou.

Em um dos trechos mais impactantes da entrevista, Richarlison revelou que chegou a cogitar tirar a própria vida. “Um dia, dirigindo, pensei em bater o carro contra um muro. Hoje, quando lembro disso, vejo que não faz mais sentido”, declarou.

O jogador afirmou que conseguiu dar a volta por cima e agora mira novos objetivos na carreira, especialmente a Copa do Mundo de 2026. Ele também relembrou dificuldades da infância e adolescência, incluindo o contato com a criminalidade. “Já estive perto de caminhos errados. Não é fácil resistir ao dinheiro fácil. Já tive contato com armas, mas tive uma boa educação. Não queria acabar na prisão. Alguns amigos meus morreram, outros estão presos”, contou.

A entrevista revela um lado pouco visto do atleta e reforça a importância da saúde mental no esporte de alto rendimento, tema cada vez mais presente entre jogadores de elite.

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