Vice-presidente da Câmara Legislativa, o distrital petista Ricardo Valle (foto) cobra um acerto para que as esquerdas brasilienses se unifiquem até as eleições deste ano.
Hoje, a federação PT-PV-PCdoB pretende relançar para o Palácio do Buriti o candidato já testado em 2022, Leandro Grass, que ficou em segundo lugar, mas não conseguiu forçar um segundo turno contra o vencedor Ibaneis Rocha.
Já o PSB quer Ricardo Cappelli, que era secretário-executivo do Ministério da Justiça e foi interventor na segurança após o badernaço de 8 de janeiro de 2023. Ricardo Valle afirma que “nosso campo de centro-esquerda no DF precisa ter maturidade para construir uma candidatura única”.
Diante disso, diz que “é urgente dialogar e definir logo quem tem mais capacidade de ampliar apoios, seja Leandro ou Capelli”. Esse campo conta com o apoio declarado do PSOL, do PDT (ambos sem nome lançado) e do próprio PDB, com candidato próprio.
Por isso, existem defensores de que o PT faça em Brasília o mesmo que no Rio Grande do Sul, onde Juliana Brizola, do PDT, está à frente nas pesquisas, mas os petistas tinham candidato próprio, Edegar Pretto. A direção nacional do PT forçou a retirada de Pretto.
Ricardo Valle, porém, dispensa essa pressão. “Temos condições de resolver isso aqui, sem interferência externa, com unidade e responsabilidade”, avisa o vice da Câmara.
Preocupação também no PSB
Hoje no PSB, o ex-senador Cristovam Buarque (foto) está convencido de que seu partido conta com quadros suficientes para obter bom resultado eleitoral.

Para a Câmara dos Deputados, por exemplo, tem ao menos cinco nomes fortes, entre eles Rodrigo Rollemberg, professor Israel e o próprio Cristovam. Sua maior preocupação, porém, é com a unidade da esquerda, dividida no DF entre as candidaturas do neopetista Leandro Grass e de Ricardo Cappelli, do PSB.
Ainda há, claro, a possibilidade de uma ação de instância superior, que force a unidade, como se fez no Rio Grande do Sul em torno de Juliana Brizola, do PDT. Mesmo assim, Cristovam acha que falta alguma coisa.
Gostaria mesmo de ter com esse grupo a presença do ex-deputado e ex-senador José Antonio Reguffe, que anda arredio sobre seu futuro político. Há quem diga que, além de mais cor política, a presença de Reguffe traria à chapa de esquerda maior diálogo com o centro democrático defendido por ele.