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Do Alto da Torre
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Secretário troca de partido para ser candidato

A saída ainda não tem um dia exato escolhido, pois Sandro Avelar deverá alterar sua filiação partidária. Hoje, ele está no PSDB, de que foi presidente regional até o início deste ano, mas decidiu sair.

Eduardo Brito

18/03/2026 18h21

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Sandro Avelar, com Ana Paula, Ibaneis e Adão Teixeira crédito Renato Alves/Agência Brasília

Está confirmado: até o final do prazo de afastamento, 4 de abril, o delegado Sandro Avelar (na foto, com o governador, a comandante da PM e o antecessor dela) deixará o cargo de secretário de Segurança do Distrito Federal para se candidatar a deputado federal. Sandro já disputou o cargo uma vez, foi bem votado, mas não se elegeu.

Nessa nova tentativa, Avelar sabe que poderá contar com o mesmo potencial de votos — profissionais da segurança pública, servidores públicos distritais e federais, por exemplo — acrescido do resultado de suas duas passagens pela Secretaria de Segurança, onde conseguiu resultados expressivos em temas-chave, como a redução da criminalidade.

A saída ainda não tem um dia exato escolhido, pois Sandro Avelar deverá alterar sua filiação partidária. Hoje, ele está no PSDB, de que foi presidente regional até o início deste ano, mas decidiu sair.

Ele próprio explica o motivo: o partido optou pela candidatura da distrital Paula Belmonte, com quem mantém boas relações, mas ela será candidata ao Buriti, fora, portanto, da base política do governador Ibaneis Rocha.

O próprio Ibaneis insiste para que Sandro Avelar se filie ao MDB, partido pelo qual concorreu na eleição anterior. O secretário lembra, porém, que o MDB está com sua nominata pronta. Em outras palavras, tem candidatos demais competindo, o que pode prejudicar sua campanha.

Deverá, assim, disputar a eleição pelo União Brasil, partido que apoia Ibaneis e que estará no palanque da vice Celina Leão. O União, hoje, não tem sequer um deputado pelo Distrito Federal, mas concorrerá em federação com o PP, o partido da própria Celina, e, portanto, deve atingir o quociente eleitoral e integrar a bancada.

Comandante da PM também sai

Até o final deste mês, também deverá deixar o cargo a comandante-geral da Polícia Militar, Ana Paula Barros Habka. Ela não pretende disputar as eleições, mas simplesmente passar para a reserva remunerada, ou seja, para a aposentadoria.

No entanto, acredita-se que poderá ocupar cargo em eventual governo de Celina Leão, pois as duas são bastante próximas politicamente. Para a substituição de Ana Paula, como de Sandro Avelar, imagina-se que o governador Ibaneis Rocha optará, mais uma vez, por solução interna, ou seja, pela escolha de um nome próximo ao atual ocupante do cargo.

No caso de Avelar, portanto, a fórmula natural seria a indicação de Alexandre Patury, hoje secretário-executivo da Segurança Pública. Pode ser que a indicação caiba, porém, à vice Celina, pois o governador também deixará o cargo para concorrer às eleições.

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