Após uma conversa reservada com o governador Ibaneis Rocha, o secretário de Cultura, Bartolomeu Rodrigues preparou uma carta de renúncia ao cargo, enviou-a ao Buriti, pegou suas coisas e foi-se embora. Seu substituto será o ex-distrital Cláudio Abrantes, citado há tempo para o cargo.
Ao contrário de Bartô, que só estava no cargo pelos vínculos com Ibaneis – a quem acompanha desde os tempos de Ordem dos Advogados do Brasil – Abrantes conta com um amplo círculo de apoios, que vão do presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal, o também ex-distrital Márcio Michel, à direção do PSD, partido pelo qual disputou sua segunda reeleição, ficando só com a suplência.
O líder do Governo na Câmara Legislativa, Robério Negreiros, colega de partido, explica a escolha de Abrantes como “parte do processo de melhorias no quesito atendimento à população, pois Cláudio Abrantes é um quadro experiente e ligado à pasta da Cultura”.
Hora do Teatro Nacional
Embora os rumores sobre a saída de Bartô ganhassem força desde antes mesmo da eleição passada, a saída surpreendeu pelo timing. No primeiro momento do governo Ibaneis, a Cultura foi entregue a um representante do Cidadania, Adão Cândido.
Em pouco tempo, porém, surgiram atritos políticos e Ibaneis chamou Bartolomeu Rodrigues. O secretário amargou anos de aperto orçamentário, inclusive os duros tempos da pandemia. Só nos últimos meses pode ganhar espaço.
Começou, por exemplo, a reforma do Teatro Nacional, abandonado criminosamente desde os tempos do governo Agnelo. A primeira etapa da reforma está bem encaminhada e se preparava a segunda quando veio a demissão.
De quebra, Brasília teve seu primeiro Carnaval desde a pandemia, feita em período de festas juninas, mas marcando uma retomada muito aguardada pelo setor.